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Guimarães

Artigo de opinião

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Guimarães

Para os vimaranenses a sua terra é Guimarães, independentemente de viverem no centro da cidade ou na mais das recônditas freguesias do concelho.


Quando, durante a meia dúzia de anos que estive a estudar no Porto, de 1970 a 1976, me perguntavam de onde era, pergunta frequente nos tempos de então, jamais me ocorreu dizer que era de Santa Eufémia de Prazins, freguesia que me viu nascer, onde resido e que muito amo. O que dizia, naturalmente, e que continuo ainda a dizer é que sou de Guimarães.


Guimarães é, de facto, nos tempos atuais, um grande aglomerado urbano cujo núcleo central é uma belíssima cidade com seu centro histórico classificado pela UNESCO como património mundial graças, sobretudo, à forma como nos finais dos anos 70 e princípios dos anos 80, uma equipa liderada pelo grande vulto da arquitetura portuguesa com costela vimaranense, professor Fernando Távora, conseguiu sensibilizar e conquistar a adesão dos proprietários dos seus edifícios para uma recuperação e reabilitação respeitadora da sua história e dos seus processos construtivos.


A sua pronunciada dispersão urbana é uma característica que afecta praticamente toda esta região do Vale do Ave e do Norte litoral com graves implicações ao nível da gestão das infraestruturas, dos transportes, dos equipamentos etc.


A questão da mobilidade urbana é, manifestamente, nos tempos atuais, uma das que com mais pertinência é colocada aos responsáveis pela gestão dos seus destinos.


Identificar os principais fluxos de pessoas e bens entre os diferentes pólos do nosso território municipal e entre os municípios nossos vizinhos, torna-se, pois, questão fundamental para poder preparar e concretizar um projeto da Guimarães do futuro.


Uma terra atrativa para o investimento que deita mão às inovações tecnológicas e as põe ao serviço da otimização dos recursos – energia, água, saneamento, resíduos e transportes - assim se afirmando como cidade inteligente, terra capaz de assegurar emprego aos seus filhos e de atrair populações qualificadas e criativas, também elas potenciadoras do desenvolvimento.


De entre as suas principais lacunas identificadas está, há já muitos anos, aquela que mais aflige a sua cidade, seja moradores, seja sobretudo comerciantes: a falta de estacionamento central na cidade, factor primordial na importante tarefa de assegurar longevidade sustentada ao centro histórico.


O reconhecimento da importância da existência de parques estacionamento na zona central da cidade tem sido, de resto, bem evidenciado, seja pelo projecto promovido pelo atual presidente da Câmara, com o parque de estacionamento da Caldeiroa, seja pela proposta há dias publicamente apresentada pelo candidato a presidente da Câmara, dr. André Coelho Lima, com o parque de estacionamento do Toural e com o parque do Campo da Feira / Senhora da Guia. E, esta sim, é a forma segura, de com os pés bem assentes no chão, se dar o passo com vista à desejada pedonalização do centro histórico, arrumando definitivamente os automóveis do centro da cidade.


As diferentes visões dos dois principais protagonistas à presidência da Câmara nas próximas eleições de Outubro, no tocante esta matéria, da localização dos parques de estacionamento e pedonalização do centro da cidade, caracterizam bem a coragem e a visão de cada um deles quanto ao futuro da nossa Terra.


Guimarães, 10 de Abril de 2017

António Monteiro de Castro



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