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O ano 2017

Artigo de opinião

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O ano 2017

Teve início no passado domingo o tempo do Advento que para os católicos assinala o início de um novo ano litúrgico e é constituído pelas quatro semanas que precedem o dia de Natal no qual milhões de Cristãos em todo o mundo celebram a vinda do Deus Menino Salvador da Humanidade.

É um período de especial reflexão e preparação instituído nos finais do século IV para melhor podermos receber o Senhor Jesus.

O solstício de Inverno, que marca o dia mais pequeno do ano e o momento a partir do qual começam os dias crescer, ocorre já dentro de 15 dias.

O ano civil, por sua vez, está próximo do seu final, não lhe restando mais do que 25 dias, sendo, portanto, tempo de seu balanço.

Assim, começou logo mal, em Janeiro, com a tomada de posse do mais velho, (70 anos), mais controverso e mais perigoso presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que permanentemente vem pondo em sobressalto o mundo inteiro, seja pondo em causa e abandonando as principais instituições internacionais, seja afrontando e ameaçando com intervenção nuclear países como a Coreia do Norte.

Mais tarde, em Maio, comemorou-se o centenário das aparições de Fátima, evento que contou com a presença do Papa Francisco e com uma participação maciça de perto de um milhão de pessoas.

Depois, em Julho, no dia 13, e há dias, em 29 de Novembro, perde Portugal dois dos seus maiores empresários dos quais tudo terá sido já dito. Américo Amorim, ligado ao setor da cortiça e da energia, e Belmiro de Azevedo ligado à indústria dos estratificados de madeira - a Sonae -, à distribuição com o Continente, ao imobiliário com a Sonae Sierra, às telecomunicações com a NOS, à comunicação social com o jornal Público, à agricultura e a muitos outros sectores da atividade económica, cultural, desportiva e social.

No dia seguinte, 30 de Novembro, foi a vez da passagem à eternidade de Zé Pedro, o músico guitarrista fundador da banda “Xutos e Pontapés”, uma das mais proeminentes figuras do panorama musical português.

No âmbito ainda do que de mal aconteceu ao longo do ano, merecem referência os incêndios de Pedrógão Grande em 17 Junho e o das Zonas Norte e Centro em 20 de Outubro que, com mais de 100 mortos, constituíram as maiores catástrofes sofridas pelo nosso país nos últimos anos, transformando Portugal no país europeu com maior número de incêndios e maior área de mata ardida.

Foi também ano de eleições autárquicas nas quais os portugueses foram chamados a escolher os seus representantes para o governo e para a administração das freguesias e dos municípios.

Como efemérides internacionais merecem referência os 500 anos assinalados sobre a apresentação das teses do monge Agostinho - Martinho Lutero – teses que constituíram no fundo um importante marco na história do Cristianismo e um importante contributo para a renovação da Igreja Católica, assim como, embora com compreensível pouco entusiasmo e visibilidade, a passagem dos 100 anos sobre a revolução bolchevique Russa.

Agora, em final de ano, para ajudar a melhorar o balanço e por feliz conjugação dos astros que permitiram a verificação simultânea de um conjunto de condições propícias, acaba de ser eleito presidente do Eurogrupo Mário Centeno, o ministro das Finanças do Governo de Portugal, que substitui o controverso ministro das Finanças holandês Jeroen Dijsselbloem. Uma reconhecida vitória diplomática.

O Eurogrupo, grupo constituído pelos ministros das Finanças dos 19 países membros da zona Euro, os países da União Europeia com o euro como moeda, foi criado em Dezembro de 1997 pelo Conselho Europeu, (órgão constituído pelos ministros das Finanças de todos os países da União Europeia), e é um órgão onde se faz a coordenação e supervisão das políticas e das estratégias económicas comuns de toda a Zona Euro.

Oxalá constitua esta vitória um passo positivo não só na concretização do reforço do sistema monetário e bancário europeu como um passo seguro no fortalecimento das contas e no desenvolvimento do nosso país.

Votos de Feliz Natal e de um Novo Ano cheio de prosperidade para todos.

Guimarães, 5 de Dezembro de 2017
António Monteiro de Castro



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