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O ano 2018

Artigo de opinião

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O ano 2018

Hoje, dia em que escrevo o presente artigo, é o primeiro dia do novo ano de 2018, o dia Mundial da Paz assim como, para os católicos, o dia de Santa Maria Mãe de Deus.

É um dia praticamente inserido na quadra Natalícia, tempo especialmente celebrado pelas famílias em todo mundo em que os seus elementos chegam a percorrer milhares de quilómetros para se juntarem e poderem viver este momento especial.

É também um tempo para recordar os mais desfavorecidos da sorte, os mais fragilizados, de modo especial os doentes, os idosos, os refugiados das perseguições e guerras que atormentam os quatro cantos do mundo.

É o tempo da solidariedade, da paz, do perdão e do amor pregado por Jesus há mais de 2000 anos, dia de mensagem dos principais líderes dirigidas às suas comunidades.

É um dia especial de reflexão para todos nós e de preparação e planeamento do ano que ora se inicia.

A nível nacional são já vários os acontecimentos anunciados que irão ter lugar ao longo do ano.

Assim, e na área política, decorrerão no próximo dia 13 deste mês de Janeiro as eleições do novo líder do PSD que irão escolher entre os dois candidatos já conhecidos da opinião pública: Pedro Santana Lopes, ex-primeiro-ministro não eleito, ex-provedor da Santa Casa da Misericórdia Lisboa e ex- presidente da Câmara da Figueira da Foz; Rui Rio, conhecido sobretudo como ex-presidente da Câmara do Porto onde teve a coragem de enfrentar os lóbis do desporto e do imobiliário assim como a capacidade para recuperar as contas do município e ainda, aquando das suas funções como secretário-geral, a corajosa atitude da refiliação dos militantes do partido.

No mês seguinte, a 17 e 18 de Fevereiro, está prevista a realização do congresso do PSD, então já com nova liderança e com suas propostas para o país.

Chegados a Março, será a vez, nos dias 10 e 11, da realização do congresso do CDS, agora com direcção consolidada presidida pela líder Assunção Cristas.

Mais tarde, em Maio, será o tempo da realização do Congresso do Partido Socialista que se prevê pacífico e com liderança consolidada, animado sobretudo pelos bons resultados da economia.

É, pois, claramente, um ano de preparação dos motores para as eleições europeias e legislativas que ocorrerão no próximo ano de 2019.

Ainda a nível nacional, será também um ano em que os portugueses esperam ter oportunidade de ver a implementação no terreno da nova Política de Ordenamento Florestal, das reformas da Proteção Civil e das Políticas de Prevenção e Combate a Incêndios, que tanto nos têm atormentado ao longo das últimas décadas e que nos traumatizou, de modo especial, em Junho e Outubro do passado ano.

Teremos ainda oportunidade de ver até que ponto a saída de Pedro Passos Coelho da liderança do PSD poderá contribuir para abalar o funcionamento da maioria parlamentar que dá suporte ao governo de António Costa.

Será também interessante observar a evolução do funcionamento do nos­so regime semi-pre­sidencialista cuja crescente afirmação da magistratura de influência, pa­ra alguns magistratura de ingerência, parece mais assemelhá-lo a um regime presidencialista.

Do que poderá vir a acontecer a nível internacional merece-nos especial atenção o comportamento dos mercados financeiros, de modo especial a postura do Banco Central Europeu no respeitante à cedência de liquidez, tendo em conta a fragilidade financeira decorrente da elevada dívida em que se encontra o nosso país.

Merece-nos ainda especial preocupação a presença na cena internacional de líderes como Donald Trump, presidente dos Estados Unidos da América e Kim Yong-un na Coreia que sistematicamente ameaçam a paz inter­nacional com o recurso a armas nucleares.

Oxalá que os responsáveis europeus, com objectivo de realçar as gravíssimas consequências da guerra, promovam com visibilidade suficiente adequada o centenário do Armistício de 11 Novembro 1918, que assinalou a rendição da Alemanha e o fim da primeira Grande Guerra Mundial, a qual, tendo mobilizado 60 milhões de europeus, teve como principal custo 10 milhões de mortos e 20 milhões de mutilados.

Bom ano para todos.


António Monteiro de Castro
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