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Raul Brandão nasceu há 150 anos no Porto e escolheu Guimarães como última morada

Raul Brandão nasceu há 150 anos no Porto e escolheu Guimarães como última morada

Cultura12 de Março, 2017 09:22

O escritor Raul Brandão nasceu precisamente há 150 anos, a data não passa despercebida e são muitas as manifestações que o Húmus - Festival Literário de Guimarães dedica ao artista multifacetado que escolheu a freguesia de Nespereira como morada para produzir grande parte da sua obra.

Raul Germano Brandão nasceu a 12 de Março de 1867, localidade onde passou a sua adolescência e mocidade. Ingressou na carreira militar, mantendo em simultâneo uma carreira ligada à escrita, colaborando com jornais e publicando obras de sua autoria. 

Foi colocado 1896 no Regimento de Infantaria 20, que estava instalado no edifício do Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães. É aqui que conhece Maria Angelina, futura esposa e que o acompanha até à morte. Na Casa do Alto, em Nespereira, encontrou o retiro que tornar-se-á «domicílio do escriror», como escreveu Guilherme de Castilho. "É aí, nesse remanso aldeão, que o escritor cumprirá as «obrigações» contraídas ao assumir o seu destino, que é como quem diz: conceberá e realizará uma parte importante da sua obra", indica o autor, embora Raul Brandão tenha intercalado essa presença em Guimarães com prolongadas estadias em Lisboa e noutras cidades, onde colheu informações e inspiração para a sua vasta produção literária. Faleceu a 5 de Dezembro de 1930, em Lisboa, aos 63 anos de idade.

O corpo de Raul Brandão foi trasladado para o Cemitério Municipal da Atouguia, em Guimarães, a 3 de Maio de 1934, ostentando ainda o seu túmulo a lápide de uma homenagem feita em 1958. Como se pode ler na edição de 4 de Maio de 1934 do jornal O Comércio de Guimarães, "foi significativo e cheio de beleza moral o preito de homenagem prestado hontem ao ilustre homem das letras que se chamou Raul Brandão. Consola ver que ainda há quem compreenda o efeito que essas jornadas de saudade produzem na educação dos povos, hoje entregues a transições que os afastam daqueles que vivem, espiritualmente, superiores a preconceitos e aspirando a uma vida mais perfeita e mais harmoniosa.
O préstito fúnebre do ilustre homem de letras, que foi transladado da capital para o nosso cemitério, mostrava-nos que, se a alma se eleva a Deus, junto à matéria persiste a saudade – a dor. Vimos, silenciosos e em respeito atravessar a cidade esse préstito fúnebre, no qual se incorporou sua ilustre família, membros da Câmara Municipal, Sociedade Martins Sarmento, representantes de corporações diversas, jornalistas e homens de representação.
Junto à sua última morada proferiram palavras de saudade o ilustre Presidente da Sociedade Martins Sarmento, Dr. Leonardo Coimbra e o jornalista Armando Gonçalves. Que descanse em paz o que ao nosso seio se acolheu!"

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