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Cantar e conviver são 'remédios' para o stress profissional revelados no Dia da Saúde Mental

Cantar e conviver são 'remédios' para o stress profissional revelados no Dia da Saúde Mental

Saúde10 de Outubro, 2017 19:18

Cantar! Correr! Caminhar! Conviver com os amigos! Pintar numa parede! Tomar um banho de banheira! Foram algumas das "dicas" para aliviar o stress, deixadas pelo orador da conferência «Burnout em contexto laboral», realizada esta terça-feira no Hospital Senhora da Oliveira, em Guimarães.

Na iniciativa organizada pelo Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental da unidade hospitalar para assinalar o Dia da Saúde Mental, o psicólogo clínico José Luís Gouveia alertou para a importância de gerir o tempo para evitar o stress ocupacional, gerando da interação entre os trabalhadores e as organizações a que estão ligados.

"A vida é simples. E se temos um problema, a solução é procurar resolvê-lo! E se não existir qualquer problema, o melhor é evitar preocupações", começou por afirmar, numa sessão em que reconheceu que o ser humano "precisa de ter níveis de stress para responder às inúmeras solicitações do dia a dia", devendo evitar o "estado de exaustão emocional", ou o também denominado "cérebro queimado". "O chamado 'burnout' afecta sobretudo as pessoas que têm de lidar com outras pessoas, como os profissionais de saúde, quem trabalha na área social, os agentes de segurança", esclareceu José Luís Gouveia, ao indicar que esse estado faz com que as pessoas tenham "um sentimento de vazio, ficando sem recursos emocionais para lidar com as situações". "Os diferentes estudos dão conta que essas pessoas são mais cínicas, mais intolerantes, menos pacientes e têm menor atenção disponível para os outros", continuou, realçando a importância da participação em acções de sensibilização para que as características pessoais possam ser complementadas com os recursos emocionais necessários para enfrentar as situações de stress e evitar o risco de agravamento. "O sexo feminino consegue falar mais sobre os seus problemas", frisou.

"A flexibilidade" parece ser a chave para enfrentar as complicações que surgem no quotidiano. O psicólogo clínico reconheceu também a importância de existir "um plano B" para enfrentar as diferentes situações, ao sublinhar a necessidade de "ser positivo, centrando o pensamento nas soluções e não nos problemas". "Muitas vezes, nós profissionais desta área damos os conselhos, mas esquecemos de fazer esse exercício connosco", admitiu o orador.

Na abertura da sessão, a Directora do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental justificou que o tema da conferência decorre da proposta da Organização Mundial de Saúde para este ano nas comemorações do Dia da Saúde Mental. "O tema deste ano é a 'Saúde Mental no Local de Trabalho'" e, aqui, decidimos organizar uma sessão com o objectivo de alertar para o burnout laboral e promover práticas de trabalho que contribuam para uma boa saúde mental", anotou Sónia Ramos, destacando a relevância de "valorizar as ideias e a criatividade dos profissionais" e das "pessoas verbalizarem as suas preocupações", num quadro de promoção da saúde mental.
O Presidente do Conselho de Administração do Hospital Senhora da Oliveira aproveitou a sessão para revelar que o Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental "é uma das áreas de grande liderança do Hospital". Delfim Rodrigues acrescentou que "o cérebro é o órgão do corpo humano menos conhecido", fazendo questão de associar o 'burnout' ao "tempo". "Todos temos 24 horas para gerir por dia. Mas, há diferenças na forma como utilizamos esse tempo", observou, apontando que as novas tecnologias fazem com que o ser humano "seja acessível 24 horas por dia", "não sobrando tempo para a socialização e para a convivência.

Dirigindo-se aos profissionais de saúde, Delfim Rodrigues expressou: "temos o dever de compreender o doente, mas também os nossos colegas", deixando até um apelo: "por vezes, é preciso desligar os telemóveis e falar cara a cara com quem está no nosso local de trabalho".
No encerramento da sessão e porque cantar é também um remédio para a saúde mental, Neno fez do microfone um instrumento cirúrgico e com a sua voz espalhou alegria pelos participantes, com interpretação de vários temas do seu reportório.

 

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