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«Por favor, não compre a minha casa!», é o apelo de Ana Paula Guedes

«Por favor, não compre a minha casa!», é o apelo de Ana Paula Guedes

Sociedade21 de Outubro, 2017 21:29

"Por favor, não compre a  minha casa". O apelo feito por Ana Paula Guedes circula nas redes sociais e ilustra o drama de quem pagou o apartamento em que reside e está em vias de ter de o pagar novamente para que não seja vendido num leilão on-line que começa quarta-feira e se prolonga até ao próximo dia 10.

Para perceber os contornos desta história, é preciso recuar a 1998. Nesse ano, o pai de Ana Paula comprou à Sociedade de Investimentos Imobiliários Ldª, de Felgueiras, um apartamento T2 em construção, no edifício Panorama 3, na Rua D. Cristóvão Sousa Ventura, na freguesia de Oliveira do Castelo. O respectivo contrato de compra e venda foi assumido por Ana Paula Guedes e a Sociedade. A escritura não foi prontamente celebrada. A obra terminou e Ana Paula foi habitar o apartamento. O pai, entretanto, faleceu pouco tempo depois e Ana Paula não conseguia disponibilidade da Sociedade para oficializar o negócio.

Cerca de cinco meses volvidos, no final de um dia de trabalho, Ana Paula chegou a casa e nem queria acreditar no que viu. Afixado na sua porta estava um edital que anunciada a venda da sua casa. A Sociedade de Investimentos Imobiliários Ldª. estava em processo de insolvência e como não tinha realizado a escritura da compra da casa, o seu apartamento foi arrolado como bem da massa da falida.
"Naquele momento senti que eu e o meu pai tínhamos sido enganados pela Imobiliária", afirmou Ana Paula.


O caso seguiu para tribunal. Viu reconhecido o direito de retenção do imóvel mas isso não chegou para colocar o apartamento a salvo. De nada lhe vale exibir um documento da Imobiliária que garante ter pago os 12.500 contos pelo apartamento.
"Na altura, o meu pai sabia que ia morrer e pagou a totalidade do valor", conta Ana Paula Guedes.
Nesta altura vive, novamente, com o "coração nas mãos". Recentemente, foi confrontada com o anúncio de que o seu apartamento estava à venda. Desta feita, devido a um processo que corre termos no Tribunal de Amarante.
"Não fui notificada do processo e agora a minha casa está novamente em perigo de venda em leilão", afirmou.
Ana Paula tem esperança de que isso não aconteça. Todas as suas esperanças estão nas mãos do Magistrado que vai decidir sobre o seu requerimento onde reclama a sua razão. Entretanto, espera que ninguém compre a sua casa. De contrário, admite recorrer a um empréstimo para a comprar, novamente.

O GuimarãesDigital contactou a Leilosoc para se pronunciar sobre o assunto mas até agora não obteve resposta ao e-mail enviado.

 

 

 

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