Utentes queixam-se de furtos e querem vigilância para a horta pedagógica de Guimarães

Sucedem-se os furtos de diferentes géneros hortícolas nos talhões da horta pedagógica de Guimarães. Quase todos os utentes conhecem pormenores de episódios relacionados com o desaparecimento de couves, alfaces e outros alimentos, por vezes, em quantidades que fazem suspeitar que não é uma roubalheira de ocasião, mas sim meticulosamente planeada.

No dia 1 de Maio, o terreno onde tinham sido plantados 150 pés de cebola de Inverno ficou completamente limpo. "Levaram tudo, da noite para o dia", conta José Carlos, ao recordar o "desgosto que sentiu por não ver que as cebolas que ajudou a crescer e que estavam prontas a serem retiradas da terra". "Tenho uma paixão pela horta! Faço isto com muito amor! E naquele dia feriado só ia com a intenção de ver a horta, na minha caminhada matinal... E deparei com a terra devolvida, sem as cebolas... Nem uma me deixaram para provar", continua, ao descrever que naquele momento sentiu "uma grande indignação". "Não consigo explicar o que me aconteceu ao deparar-me com o desaparecimento das cebolas, fiquei incomodado, com um desgosto que não esperava sentir", disse, recordando que tinha sido advertido por outros utentes da horta para tirar as cebolas. "As pessoas diziam-me que ainda ia ficar sem as cebolas, mas não queria acreditar que fossem capazes de furtar tudo", prosseguiu, ainda incomodado, garantindo que acreditava que a horta pedagógica dispunha de meios de segurança. "Os utentes têm um contrato com a Câmara para a utilização do espaço, a horta é património municipal e sempre achei que havia vigilância", observou.

Depois do furto das cebolas, José Carlos, para exprimir a revolta, escreveu e afixou no seu talhão um cartaz, partilhando com os outros utentes a indignação que sentiu, deixando um recado aos larápios que actuaram pela calada da noite na sua horta. "Qual não foi a minha surpresa, ao constatar que quase todas as pessoas que me abordaram tinham igualmente episódios relacionados com furtos de produtos hortícolas, pequenos frutos e flores", sublinhou, apelando para o reforço da vigilância.

"É que aquela horta serve e ajuda muitas pessoas a conviverem, a passar o tempo, entretendo-se com actividades que são saudáveis. Os avós trazem os netos e explicam como se cultivam os vegetais que depois servem para a alimentação", continuou, insistindo na importância de garantir a segurança de quem ali passa o seu tempo livre. "Até ao final do Verão, as pessoas dirigem-se com mais frequência aos seus espaços porque é preciso regar, tirar ervas e há sempre a possibilidade de colher diariamente produtos como alfaces, courgetes, tomates...", apontou.

Confrontada com a situação, a Vereadora do Departamento de Serviços Urbanos e Ambiente reconheceu a necessidade de reforçar a vigilância. "Foram ouvidos os utentes da Horta e analisado o problema, tendo já sido tomada a decisão de reforçar os elementos afectos a este serviço, através da criação de um posto de trabalho de vigilante, complementado com rondas a efetuar pela Polícia Municipal", anunciou Sofia Ferreira.

 

em Ambiente

Marcações: Segurança, Creixomil, Horta Pedagógica

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