Bela Alves: uma oleira vimaranense fala sobre a Cantarinha dos Namorados

Ao contrário do que a maioria das pessoas possa pensar, a Cantarinha dos Namorados é ainda muito requisitada.
Apesar de se ter perdido o encanto de antigamente sempre que uma dama recebia esta peça de artesanato do seu pretendente continua a existir uma enorme curiosidade em conhecer a sua história. São imensos os turistas que visitam a Cidade-Berço e que optam pela cantarinha para levar como recordação sobretudo pelo que ela representa. A BIGGERmagazine esteve à conversa com a oleira Bela Alves e vai contar algumas curiosidades actuais desta peça que representa a nossa Cidade. 

Bela Alves é oleira, tem 39 anos, é natural de Cabeceiras de Basto, mas reside há vários anos em Guimarães. Trabalha há 14 anos nesta arte e já fez milhares de cantarinhas. A sua paixão pela cerâmica é indescritível e apesar de ter tirado um curso foi com o mestre Joaquim Machado que quis aprender. “Eu tirei um curso de cerâmica artística, porque era algo que gostava de fazer. Entretanto, nas feiras de artesanato conheci o mestre Joaquim Machado e fascinava-me vê-lo trabalhar naquelas peças que me pareciam impossíveis de fazer. Certo dia surgiu a oportunidade de ir trabalhar com ele para a olaria da Cruz de Pedra e aprendi com ele”. Segundo a nossa profissional a Cantarinha é uma peça muito difícil de fazer. “Passa por muitos processos e normalmente é preciso mais de um mês para ficar completamente pronta. São precisos alguns anos para e conseguir fazer uma cantarinha com perfeição. Claro que as mais difíceis são as maiores porque têm de ser feitas em três fases e tem de respeitar os períodos de secagem”.

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