7ª edição do Westway LAB com 22 concertos e 17 conferências a partir de Guimarães

A 7ª edição do Westway LAB arranca esta quarta-feira no LAB Lounge, em formato conversa apenas com artistas e representantes dos espaços que habitualmente acolhem os City Showcases e Talks deste evento, prosseguindo nos 3 dias seguintes, já com público, sob a forma de concertos ao vivo e conferências, keynotes e (mais) concertos transmitidos online. Esta nova configuração híbrida que conjuga a experiência presencial com a transmissão digital, em quatro dias que promovem a demonstração do talento – encorpado com nomes como The Legendary Tigerman, Mão Morta Redux, Tó Trips, Valter Lobo, The Lemon Lovers, Miramar, Evols, Seiva, IAN, entre muitos outros artistas com raízes nacionais e internacionais – e a partilha do conhecimento – na voz de protagonistas como Rob Challice e Roberta Medina, entre muitos profissionais da indústria da música – trilha novos caminhos, entre o espaço territorial e virtual.

Encontram-se disponíveis no novo website www.westwaylab.com os bilhetes diários para os concertos de 16 e 17 de outubro, bem como um passe para os 2 dias de concertos e o registo nas conferências PRO. Os concertos do dia 15 são de entrada gratuita.

A partir da cidade de Guimarães e sempre em contacto com o mundo, o Westway LAB volta a ganhar vida ao som da música pelo sétimo ano consecutivo. Em 2020, o primeiro evento em Portugal a reunir as vertentes de concertos, conferências e criação, decorre de 14 a 17 de outubro.

As residências artísticas são das componentes mais características e valorizadas pelos artistas no Westway LAB. Contudo, na impossibilidade de voltar a juntar, em Guimarães, artistas nacionais e estrangeiros, para processos de criação sem barreiras, reunir-se-ão apenas alguns participantes de residências artísticas passadas com representantes dos espaços que acolhem os City Showcases e as Talks, para uma conversa no LAB Lounge que poderá ser acompanhada em direto nas redes sociais d’A Oficina às 21h30 desta quarta-feira (14 outubro).

O programa de concertos presenciais da edição de 2020 tem uma configuração distinta do habitual – com nove concertos protagonizados por artistas nacionais – e terá lugar, todo ele, no Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor, sempre a partir das 21h30, com lugares marcados. Como programa complementar online, o festival apresentará mais treze concertos de projetos portugueses e internacionais transmitidos via streaming, com difusão através de uma plataforma digital criada para o efeito pela AMAEI (Associação de Músicos Artistas e Editoras Independentes) e também nas redes sociais. As conferências PRO desta 7ª edição serão igualmente difundidas exclusivamente através da mesma plataforma digital.

Na primeira noite de atuações (15 outubro), de entrada gratuita e com transmissão em direto nas redes sociais do evento, o festival integra concertos ao vivo de Seiva – uma das mais originais e internacionais bandas do panorama folk em Portugal, utilizando apenas instrumentos tradicionais e misturando-os com os seus temas originais, com eletrónica e eletricidade –, Valter Lobo – cantautor que se deu a conhecer com um Inverno EP, em 2012, que rapidamente o levou para palcos como o CCB e a Casa da Música, e que traz ao Westway LAB alguns temas inéditos a incluir no próximo disco previsto para 2020, para além de músicas dos seus álbuns anteriores – e IAN – violinista russa, nascida e criada em Moscovo que chegou a Portugal com 15 anos, sozinha com o seu violino, que a acompanha desde os 4 anos de idade. Sendo atualmente o primeiro violino na Orquestra da Casa da Música do Porto, o projeto IAN surgiu de forma natural no seu percurso e carateriza-se pela fusão de elementos pop, trip-hop e eletrónica com uma forte presença de instrumentos clássicos como piano acústico e violino, frutos da experiência clássica de Ianina Khmelik.

A noite sexta-feira, dia 16, começa com o filme-concerto A Casa da Praça Trubnaia, do cineasta soviético Boris Barnet, composto e musicado ao vivo por Adolfo Luxúria Canibal, António Rafael e Miguel Pedro, que se apresentam enquanto Mão Morta Redux, um formato reduzido que marca um regresso ao período em que o grupo era constituído por apenas três elementos. Este será o primeiro de dois filmes-concerto numa edição do Westway LAB que propõe um foco sobre a dimensão audiovisual, como uma forte experiência imersiva a ser vivida nos dias do festival. A ronda de atuações prossegue com The Lemon Lovers – nascidos em 2012 no Porto num ambiente de blues e rock n’roll, depois de se lançarem à estrada para conquistarem Portugal e a Europa regressam à edição fonográfica e trazem ao Westway LAB o terceiro disco homónimo – e Miramar, projeto que junta duas figuras de proa da música portuguesa: Frankie Chavez e Peixe, que, embora provenientes de diferentes latitudes e experiências distintas, ambos estão unidos pelo seu trabalho com a guitarra, instrumento na companhia do qual nos levarão a sítios onde nunca fomos e eles também não.

Para a tarde de sábado (17 outubro), e na impossibilidade de se realizarem os concertos em vários pontos da cidade (City Showcases), foi lançado o convite a alguns artistas para participar numa emissão online ininterrupta, a acompanhar nas redes sociais. Esta transmissão começará às 15h00 e prolonga-se até ao final da tarde para vermos e ouvirmos as atuações de Julian Zyklus, Hickeys, Aka Neomi, Misia Furtak, Lily Arbor, Carnival Youth, Jack Found, Samuel Coelho, Aníbal Zola, Zé Menos, Marinho, André Júlio Turquesa e Yosune, alguns deles resultantes da integração do Westway LAB no ETEP (European Talent Exchange Programme) e INES (Innovation Network of European Showcases).

A última noite do festival (17 outubro) abre com outro filme-concerto com a música original de Tó Trips em Surdina – tragicomédia minhota realizada por Rodrigo Areias. Uma história sobre a delicadeza de se ser velho, do que resta ainda para sonhar e para amar. Totalmente rodado em Guimarães, o filme foi escrito por Valter Hugo Mãe, aproveitando a feliz coincidência de o escritor e o realizador serem ambos de origem vimaranense. De seguida, testemunha-se o regresso ao CCVF dos Evols para apresentar no Westway LAB o terceiro disco da banda, formada em 2008 com influência de toda a música psicadélica que se reinventa há quase 60 anos. A maratona de concertos desta edição termina ao som de The Legendary Tigerman – reconhecido pelo nome próprio de Paulo Furtado, artista que os últimos 20 anos vestiu muitas peles e galgou terreno nos 7 continentes –, projeto que se fez de muitas formações, muitos formatos para entregar o rock n’ roll como só ele sabe, em doses desmedidas de turbulência e agitação, regressando agora ao palco novamente sozinho, acompanhado apenas da sua guitarra, um kit de bateria e um kazoo, prometendo uma aparição muito especial no Westway LAB.

No prisma das conferências, a decorrerem nos dias 15, 16 e 17 com transmissão digital, o Westway LAB acolhe como seu keynote speaker internacional 2020 Rob Challice da Paradigm Agency (agente de Bon Iver, Warpaint, Kings of Convenience, Beirut, entre muitos outros), aqui entrevistado por Allan McGowan, e Roberta Medina (Better World: Rock in Rio) como keynote nacional, acompanhados por outros nomes como Robert Singerman, Alexander Walter (WOMEX) e Markus Linde (Europe in Synch). Esta vertente profissional terá como eixos as conferências Westway PRO, INES e WHY Portugal, contemplando ainda uma sessão GDA (Gestão dos Direitos dos Artistas) e Europe in Synch, projeto europeu lançado pela AMAEI. Num total de dezassete conferências com profissionais da indústria da música (maioritariamente internacionais), encontram-se abrangidos temas como ‘A gestão de carreiras artísticas na Europa, ‘O futuro do jornalismo musical’, ‘O futuro das rádios públicas na Europa’, ‘Gestão de direitos de artistas’, entre variados outros espectros deste particular e instigante universo. A forma como a música foi decisiva nos últimos meses e as dificuldades do setor serão temas incontornáveis.

Em 2020, o Westway LAB promove ainda, juntamente com a AMAEI, a segunda edição da conferência Digital Music Days, após o sucesso da sua primeira edição no CCB em novembro de 2019. Este ano com o apoio da MERLIN e fazendo coincidir esta edição virtual do Digital Music Days com o Westway LAB, os conferencistas de ambas as conferências terão a oportunidade de acesso aos conteúdos e sessões tanto do Digital Music Days como do Westway LAB, assim como à visualização digital de todos os concertos já referidos.

O Westway LAB 2020 tem bilhetes diários para 16 e 17 de outubro com um custo de 12,5 euros, estando também disponível um passe para os 2 dias com o valor de 20 euros. Na compra deste passe geral, é oferecida uma máscara de proteção individual com a identidade gráfica desta edição do evento. O levantamento das máscaras poderá ser efetuado na bilheteira do CCVF ao longo dos dias em que decorre o Westway LAB. Os concertos do dia 15 têm entrada gratuita e os bilhetes deverão ser levantados no dia do espetáculo, durante o horário de funcionamento da bilheteira do CCVF, sendo este levantamento limitado a dois bilhetes por pessoa.

Os ingressos para os concertos dos dias 16 e 17 podem ser adquiridos nas bilheteiras dos equipamentos geridos pel’A Oficina, como o Centro Cultural Vila Flor, a Casa da Memória de Guimarães, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães ou a Loja Oficina, bem como nas lojas Fnac, Worten e El Corte Inglés ou online em www.aoficina.pt e www.westwaylab.com, onde é possível conhecer todo o programa em detalhe. Os registos para assistir virtualmente às conferências profissionais incluem o acesso aos concertos e podem ser realizados em www.accelevents.com/e/WestwayLAB2020DigitalMusicDays, sítio onde é possível consultar o programa completo de conferências.

Fotos referentes ao programa desta edição do Westway LAB podem ser descarregadas nesta ligação.
O caderno com o programa do Westway LAB 2020 encontra-se disponível para consulta e descarga aqui e em www.aoficina.pt e www.westwaylab.com.

em Cultura

Marcações: Westway LAB 2020

Imprimir