Número de praticantes desportivos federados em Guimarães subiu 10%



O número de praticantes federados nos clubes desportivos de Guimarães aumentou em comparação com a época passada, uma subida que representa 10,4% em relação a 2018. Este é um dos resultados apurados pelo levantamento anual ao número de praticantes federados no concelho de Guimarães, em estudo realizado pelo Centro de Estudos do Desporto e que dá continuidade à primeira aferição efetuada em 2018.

A recolha de dados relativos à época desportiva 2018/2019, permitiu concluir que no concelho de Guimarães existem 35 modalidades desportivas federadas que envolvem um total de 7287 praticantes, dos quais 6079 são do género masculino e 1208 são do género feminino. Os dados obtidos apontam para uma diminuição do intervalo que separa praticantes femininos e masculinos, verificando-se que a percentagem de praticantes femininas subiu de 13% (2018) para 17% (2019). Ainda assim, a percentagem de mulheres que praticam desporto federado em Guimarães (17%) é inferior à média nacional (29,7%). Percentualmente, é na patinagem artística que há maior prevalência de atletas do género feminino (91%), seguido da ginástica (88%), voleibol (84%), rope skipping (80%) e taekwondo (54%).

Em termos de modalidades com maior número de praticantes federados, o futebol domina (3301), seguindo-se o ciclismo (639), o karaté (322), o futsal (320), o andebol (233) e o voleibol (225). Relativamente às modalidades com menor número de praticantes são elas a natação de águas abertas (1), triatlo (2), boccia (3) e campismo e montanhismo (11). O levantamento efetuado também considera os praticantes federados envolvidos no desporto para pessoas com deficiência, de acordo com dados recolhidos junto da CERCIGUI e APCG. Assim, o número total de praticantes federados é de 41 distribuídos pelas modalidades de boccia (3), multiatividades (18), natação adaptada (3) e desporto equestre adaptado (17).

Este estudo anual de praticantes federados nos clubes de Guimarães permite comparar dados relativamente à época 2017/2018 e introduz algumas melhorias de análise, necessárias para harmonizar o enquadramento de praticantes por escalões de referência e aproximar, o mais possível, a leitura estatística da realidade. Entre as dificuldades sinalizadas pela equipa de recolha contam-se as especificidades de cada modalidade, a estrutura e organização das diferentes federações, épocas desportivas não coincidentes e a necessidade de harmonizar escalões para se obter uma leitura final coerente.

Marcações: Desporto, Tempo Livre

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