Passivo do Vitória reduzido em 1.41M€ passa a ser de 7.45M€




A Direcção de Miguel Pinto Lisboa vai apresentar no dia 21, sábado, o orçamento para a temporada 2019/2020. Em Assembleia Geral, os associados vão votar um documento que prevê um resultado negativo de 94.805 euros.

No orçamento para a nova temporada, o clube prevê rendimentos operacionais de 4.377 milhões de euros. A maior fatia deste valor provém da quotização dos associados (2,05 milhões). O orçamento aponta para gastos de 3.527 milhões de euros, sendo que as modalidades (1,024 milhões de euros) e a quotização da SAD (1.128 milhões de euros) levam o montante mais expressivo. O resultado operacional antes de depreciações, gastos de financiamento e impostos é de 850 mil euros. Contudo, os juros, impostos e amortizações e depreciações levam a um resultado líquido negativo de de 94.805.

No documento revelado pela Direcção de Miguel Pinto Lisboa, percebe-se que as modalidade (-379.834 euros) e a gestão das piscinas (-47.750 euros) continuam a ser dois sectores que dão prejuízo, enquanto para a Escola de Futebol Os Afonsinhos prevê-se um lucro de 38.765 euros.

Para o exercício 2019/2020 estão assumidos compromissos de 1,2 milhões de euros referentes aos planos de pagamento de dívida.

O parecer do Conselho Fiscal destaca a subida do valor da receita proveniente da quotização dos associados, de 1.9 milhões de euros para 2.05 milhões de euros, “valor próximo do verificado no exercício anterior” e que se trata de “um sinal tangível do vigor associativo do Vitória”.
No mesmo texto, pode ler-se que os valores orçamentados para as modalidades “estão próximos daquilo que foi a execução do exercício 18/19”, considerando a “opção orçamental realista, mas onerosa.” “O Conselho Fiscal entende que é imperativo implementar medidas de controlo financeiro nas modalidades, que permitam às secções gerir e controlar os seus gastos de forma rigorosa e ágil”, acrescenta o Órgão liderado por Ricardo Prego de Faria.
A finalizar, o Conselho Fiscal refere que “as metas orçamentais apresentadas são realistas e demonstram a saúde financeira do Vitória na libertação de meios num contexto de maior volume de aposta nas modalidades. Há dois elementos fundamentais para a concretização do orçamento – o controlo das modalidades e o contributo positivo da SAD – sendo nestes vetores que incidem as preocupações e recomendações mais veementes do Conselho Fiscal.”

PASSIVO DO CLUBE BAIXOU MAIS 1.41 M€ E ESTÁ AGORA EM 7.45 M€
Na Assembleia Geral, a Direcção de Miguel Pinto Lisboa vai levar a votos o relatório e contas da época 2018/2019, da responsabilidade de Júlio Mendes. 
A demonstração dos resultados revela um resultado líquido de quase 747 mil euros, que antes de depreciações, gastos de financiamento e impostos ascende a 1.668 milhões de euros. 
No exercício de 2018/2019 foram realizadas amortizações de dívida de 756 mil euros. A totalidade da redução de passivo neste período foi de 1.41 milhões de euros, totalizando este um montante de 7.45 milhões de euros no fecho da última época desportiva.
“O serviço da dívida re-estruturada vai manter um nível elevado de exigência nos próximos três exercícios”, aponta o parecer do Conselho Fiscal.

Marcações: Júlio Mendes, Vitória Sport Clube, Assembleia Geral, Miguel Pinto Lisboa

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