Sócios do Serzedelo debatem futuro directivo em A.G. marcada para domingo



O arranque do ano de 2020 deverá trazer, finalmente, novidades para o futuro próximo do Grupo Desportivo de Serzedelo. Depois de duas Assembleias Gerais inconclusivas, os associados voltam a reunir no domingo, dia 5, pelas 9h30, na sede do clube, para debater o impasse directivo, que se arrasta desde a demissão de Alberto Martins.

Sem expectativas quanto ao surgimento de uma lista candidata ao acto eleitoral, o presidente da Assembleia Geral, José Alves, aponta para a constituição de uma Comissão Administrativa, que possa liderar administrativamente o Serzedelo até ao final da temporada. “Não vejo outra solução que não seja essa, não percebo que haja movimentos noutro sentido”, disse. Sócio fundador do Serzedelo, com n.º 9 no registo de associados, José Alves prontificou-se já a “ajudar o clube a terminar a temporada”, liderando essa Comissão Administrativa. “Que remédio! Já sou o presidente da Assembleia Geral, se ninguém aparecer o clube não ficará num vazio directivo. Com o grupo que tenho comigo, posso conduzir o Serzedelo até ao final da época”, ressalvou, notando, no entanto, que se trata apenas de “uma solução de transição, válida até ao fim da temporada, porque até se consta que haverá quem esteja na disposição de constituir uma Direcção para a época que se segue.”

José Alves acredita que face à vitalidade que o Serzedelo tem demonstrado ao longo dos anos, a continuidade da actividade desportiva “nunca estará em causa.” “Acho que em Serzedelo há gente capaz, ainda que a Vila esteja a ficar envelhecida, para tomar conta do clube. Os mais jovens andam um bocado arredados do clube, temos captado alguns, e desses alguém pode surgir. Podem contar sempre com o apoio dos mais antigos para formar uma Direcção”, afirmou.

O impasse directivo que persiste no Serzedelo prende-se com a saída de cena de Alberto Martins, presidente que renunciou ao cargo “num cenário de rotura entre elementos da mesma Direcção”, o que, para José Alves, motivou “o cansaço do ex-presidente.” “Se calhar, deixou de ter confiança no grupo que estava com ele.” “A Direcção do Alberto Martins não fez tudo mal, também teve coisas boas. É preciso que se diga isso. Foi reconstruido o muro que estava no chão há mais de um ano, assim como o muro em frente da sede e a entrada para o parque. Está a trabalhar na certificação do clube, fomos o primeiro a dar esse passo, isso tem dado muito trabalho. Temos em mãos o projecto para a construcção do pavilhão gimnodesportivo. Não é tudo mau”, defendeu José Alves.

Marcações: Associação de Futebol de Braga, GD Serzedelo

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