Administrador da Insolvência considera que o passivo da ACIG "não tem explicação óbvia"



O Administrador da Insolvência considera que o passivo da Associação Comercial e Industrial de Guimarães "não tem explicação óbvia".
A notícia faz manchete na edição desta quarta-feira do jornal O Comércio de Guimarães, numa alusão ao documento elaborado por Jorge Calvete e que será apresentado pelos credores que reúnem na próxima sexta-feira em assembleia, marcada para o Tribunal de Guimarães.
No relatório que vai apresentar sexta-feira aos credores, o Administrador da Insolvência da ACIG defende a liquidação do activo e o consequente encerramento da actividade da instituição.
No âmbito das suas funções e de acordo com a legislação em vigor, Jorge Calvete propõe que lhe seja concedida autorização para contratar serviços para coadjuvação do seu trabalho, sempre que se mostre necessário, nomeadamente para avaliação de bens móveis, imóveis e outros direitos, mudança de fechaduras, visita ao imóvel por potenciais compradores e contratação de vigilância.

Recorde-se que a insolvência da ACIG foi requerida por um funcionário que alegou falta de pagamento pontual dos salários.
Posteriormente e a braços com evidentes dificuldades económicas, a ACIG apresentou-se a Tribunal para um Processo Especial de Revitalização que viria a terminar sem aprovação de um Plano de Revitalização.
No seu Relatório, o Administrador considera que a recuperação seria difícil porquanto a instituição "não tem qualquer actividade, não tem qualquer trabalhador ao seu serviço nem qualquer receita associativa", confessando que "o passivo atingido, e actualmente insuportável de sustentar, não tem uma explicação assim tão óbvia".

O relatório apresenta 136 credores provisórios. O valor total dos créditos reclamados ascende a dois milhões 491 mil euros.
A Assembleia de Credores está marcada para sexta-feira, às 10h00, no Tribunal de Guimarães.

Marcações: ACIG, Assembleia Geral

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