Seis arguidos acusados de assalto à mão armada a ourives no final da feira das Taipas

O Ministério Público do Tribunal de Guimarães acusou seis arguidos no caso do assalto à mão armada a um ourives da Póvoa de Lanhoso quando regressava a casa no final da feira semanal das Caldas das Taipas.

De acordo com o Ministério Público, três dos arguidos estão acusados da prática de um crime de roubo qualificado, de um crime de homicídio qualificado na forma tentada e de um crime de falsificação de documento. Dois destes arguidos estão ainda acusados de três crimes de furto qualificado, sendo um na forma tentada. A outro destes arguidos é imputada ainda a prática de um crime de detenção de arma proibida.

Aos restantes três arguidos está imputada a prática do crime de furto qualificado e a um deles também a prática do crime de detenção de arma proibida.
O Ministério Público considerou indiciado que os três primeiros arguidos, acusados de roubo qualificado, homicídio qualificado tentado e falsificação, no dia 17 de Fevereiro do ano passado, pelas 16h30, na freguesia de Vilela, Póvoa de Lanhoso, juntamente com dois outros arguidos, assaltaram o funcionário de uma ourivesaria, que regressava da feira das Taipas.

Segundo o Ministério Público, os arguidos monitorizaram o trajecto da vítima, cortaram a passagem ao veículo automóvel em que seguia com outro veículo automóvel que atravessaram no seu percurso. Munidos de arma de fogo, apoderaram-se do referido veículo, quebrando os seus vidros e retirando à força aquele funcionário que o tripulava.
Estes arguidos apoderaram-se assim de peças de ourivesaria com o valor superior a 348 mil euros.

Ainda de acordo com o Ministério Público um grupo de trabalhadores que se encontrava numa obra nas imediações, apercebendo-se dos factos, apedrejou o veículo em que se deslocavam os arguidos, procurando impedi-los de consumar a fuga. Um dos arguidos, reagiu efectuando seis disparos de arma de fogo de calibre 9mm, sendo dois para o ar e quatro na direcção dos referidos trabalhadores não tendo atingido ninguém.

Da acusação constam ainda três outros assaltos. Um levado a cabo na madrugada do dia 31 de Maio do ano passado a duas fábricas de calçado, localizadas em Vizela, de onde foram subtraídos cerca de mil pares de sapatos, avaliados globalmente em 30 mil euros. Outro realizado na madrugada do dia 15 de Junho, a uma fábrica de confecções, em Oliveira de Azeméis, mas não concretizado. Um terceiro assalto ocorreu na madrugada do dia 20 de Junho de 2020, na Zona Industrial de Crespos, Celorico de Basto, ao armazém de uma empresa de material electrónico, de onde levaram dezasseis telemóveis avaliados em cerca de três mil euros.

Marcações: assalto, Ministério Público, ourives, feira das Taipas

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