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Reflexões que Guimarães tece

Um dos grandes problemas das cidades antigas é que não foram programadas para veículos automóveis ligeiros e, muito menos, para os pesados. Na evidência de que os seus arruamentos, mormente para os segundos, não apresentam condições físicas de sua circulação. Situação que se complica com o estacionamento; e muitíssimo. E se a isto juntarmos a individualização desse meio de transporte, e um seu acesso a ela que se pode afirmar de quase universal, o pandemónio está gerado. Retrato este que, por patente, não necessita de uma qualquer demonstração, porque é o do nosso quotidiano.

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Desejar o céu no Natal

Vi há dias, lado a lado, vincando bem a diferença entre o que foi e o que passou a ser, duas fotos da parte final da margem direita do lado norte da rua de Santo António; como foi e como, há cinco ou seis décadas passou a ser.
Na mais antiga vi a minha me ninice e juventude incipiente e, na outra, o resto do meu tempo de vida até hoje.

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Ah! o Monte do Cavalinho

Há raízes de que não conseguimos libertar-nos. Uma delas é a da antiguidade clássica. Essa, está-nos entranhada no sangue como saimel em arco de que representamos a chave contemporânea. E uma dessas suas componentes culturais, ainda que não identificável usualmente com as artes, é a da democracia ateniense. Nesse particular, nós cidadãos do presente e como escreveu o romântico François-René Auguste, mais ou menos, “sommes tous des grecs”.

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Juro

Dois momentosos assuntos são o tema para esta crónica e, evidentemente, para o juramento que, proferido, lhe dá o título;
Um, touradas
Dois, pedreira de Borba

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O ovo de Colombo

É conhecida a expressão, e o significado de, o ovo de Colombo; seja o subterfúgio da sua autoria, ou não e refira-se à viagem para o outro lado do Atlântico ou ao mais antigo projecto da cúpula do Duomo de Florença.

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45 minutos

Desde 09 de janeiro de 2006, data em que a Parca da roca e do fuso suspendeu a fiação da li-nha que para mim tecia mas, porventura porque a mana da tesoura estivesse a afiar o instrumento do corte, resolveu continuar, assim me ficando delas, Parcas, apenas o susto, e a recomendação, por quem se dedica a esticar o mais possível a linha que para cada um dos vivos elas tecem, de diariamente dedicar cerca de quarenta e cinco minutos da minha poupada vida a caminhar em passo de quem não quer chegar atrasado ao destino, que é precisamente o minuto 45 a contar daquele em que tiver partido.

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Interdito a menores de 18 anos

“O observador em breve conhecia cada traço e cada pose desse corpo tão livre e relevantemente retratado, saudava com alegria sempre renovada cada traço de beleza que lhe era familiar e a sua veneração, aliada a uma sensualidade terna, não tinha fim.”
Thomas Mann. Morte em Veneza. 1912.

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O Natal

Mas mais chocante ainda é assistir à hipocrisia de alguns fariseus dos tempos de hoje, que, vivendo nas sociedades ocidentais de forma egoísta, em riqueza e abundância por vezes obscenas, esquecem os pobres, os famintos, os doentes, os perseguidos, os injustiçados e os explorados de outras regiões do globo que procurando, desesperadamente, encontrar condições para uma vida digna, acabam, muitas vezes, sepultados nos mares ou entalados contra muros.

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Espírito natalício

“As primeiras vivências são, na sua maior parte, inacessíveis. Histórias recontadas, recordações de recordações, reconstituições que assentam na erupção súbita de um estado de espírito”
Tomas Tranströmer. As minhas lembranças observam-me. 2012.

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As Gualterianas

Apesar de não terem sido convidados alguns reconhecidos estudiosos das festas Gualterianas que com seus profundos conhecimentos poderiam ter enriquecido o debate, oxalá que a jornada realizada possa ter servido para uma reflexão capaz de projectar umas festas da cidade que a todos nos orgulhem.

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A vertigem

 
“Não quero alcançar a imortalidade através do meu trabalho; quero alcançá-la não morrendo. Não quero viver no coração dos meus compatriotas; quero viver no meu apartamento.”
Woody Allen. The illustrated Woody Allen Reader. 1993.
 
Em boa hora um par de amigos ofereceu-me os livros de Yuval Noah Harari, um historiador israelita cujos livros são atualmente estrondosos (e merecidos) best-sellers. Harari fala sobre a evolução humana e muitas vezes “perde-se” numa mesma ideia que reformula ao longo dos seus livros, em estilo mas não em conteúdo. O escritor simplifica as ideias que nos pretende transmitir em torno de factos que marcaram a evolução humana. E, como sabemos, é bem mais difícil simplificar do que complicar.

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Mobilidade

Tal como em reunião de Câmara tive ocasião de referir, reconhecendo a importância e a necessidade das ciclovias na ligação da cidade aos seus principais polos urbanos como Pevidém, Moreira/Lordelo, e S. Torcato, entendemos que a ciclovia prioritária deveria ser, claramente, a da ligação da cidade à vila das Taipas, acompanhando a requalificação da Estrada Nacional 101, por ser esse o itinerário que mais impacto tem na vida dos vimaranenses, tendo em conta os 40.000 que residem na zona norte e por onde diariamente circulam 20.000 automóveis.

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