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Ter a mania

“Cada um de nós inevitável (...)/ Cada um de nós aqui tão divino como qualquer outro.”
Walt Withman. Folhas de ervas. 1855.
 
Maníaco é uma palavra terrível, diabólica direi mesmo. Já mania é uma palavra bonita, curta e elegante. No entanto o maníaco é, literalmente, aquele que tem a mania. Entre o adjetivo e o substantivo existe assim um fosso enorme de significado. Talvez à falta de um adjetivo intermédio e adequado os portugueses inventaram o “ter a mania” quando se referem a indivíduos vaidosos de uma qualquer característica pessoal. O armanso também serviria o propósito, mas nos meus dicionários não existe essa palavra, só mesmo no vocabulário popular nortenho. Em Guimarães certamente pois o armanso sobreviveu até hoje na nossa linguagem particular: o armanso é aquele que se está a armar (em bom).

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Contágio

As memórias são como as cerejas. Vê-se uma pessoa, um lugar ou uma coisa, ouve-se um som ou uma melodia, uma palavra ou uma frase, algo que seja captado pelos sentidos, e aí temos uma vertiginosa sucessão de lembranças encadeadas umas nas outras, que se fôssemos a relatá-las todas tal como nos aparecem no filme da memória e

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Governação Municipal

Em reunião de Câmara realizada na passada quinta-feira, a propósito de uma proposta de aquisição de serviços pelo município à empresa municipal VITRUS, direcionada, desta vez, para a urgente limpeza dos materiais combustíveis nas faixas de segurança contra incêndios, tive ocasião de fazer uma intervenção desenvolvida com base numa reflexão acerca de algumas das diferenças que nos distinguem no tocante à governação do município.

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