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Mousse caseira

““Saiba-se antes ler neste acompanhamento jocoso das piruetas marcelinas uma irresistível simpatia posta em humor por travessuras para mim ainda mais atraentes dado o enfadamento que a solenidade me provoca(...)”
Natália Correia. Recomendação Introdutória in O Corvo. 1989.

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Interdito a menores de 18 anos

“O observador em breve conhecia cada traço e cada pose desse corpo tão livre e relevantemente retratado, saudava com alegria sempre renovada cada traço de beleza que lhe era familiar e a sua veneração, aliada a uma sensualidade terna, não tinha fim.”
Thomas Mann. Morte em Veneza. 1912.

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O Natal

Mas mais chocante ainda é assistir à hipocrisia de alguns fariseus dos tempos de hoje, que, vivendo nas sociedades ocidentais de forma egoísta, em riqueza e abundância por vezes obscenas, esquecem os pobres, os famintos, os doentes, os perseguidos, os injustiçados e os explorados de outras regiões do globo que procurando, desesperadamente, encontrar condições para uma vida digna, acabam, muitas vezes, sepultados nos mares ou entalados contra muros.

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Espírito natalício

“As primeiras vivências são, na sua maior parte, inacessíveis. Histórias recontadas, recordações de recordações, reconstituições que assentam na erupção súbita de um estado de espírito”
Tomas Tranströmer. As minhas lembranças observam-me. 2012.

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As Gualterianas

Apesar de não terem sido convidados alguns reconhecidos estudiosos das festas Gualterianas que com seus profundos conhecimentos poderiam ter enriquecido o debate, oxalá que a jornada realizada possa ter servido para uma reflexão capaz de projectar umas festas da cidade que a todos nos orgulhem.

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Reflexões que Guimarães tece

Um dos grandes problemas das cidades antigas é que não foram programadas para veículos automóveis ligeiros e, muito menos, para os pesados. Na evidência de que os seus arruamentos, mormente para os segundos, não apresentam condições físicas de sua circulação. Situação que se complica com o estacionamento; e muitíssimo. E se a isto juntarmos a individualização desse meio de transporte, e um seu acesso a ela que se pode afirmar de quase universal, o pandemónio está gerado. Retrato este que, por patente, não necessita de uma qualquer demonstração, porque é o do nosso quotidiano.

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Desejar o céu no Natal

Vi há dias, lado a lado, vincando bem a diferença entre o que foi e o que passou a ser, duas fotos da parte final da margem direita do lado norte da rua de Santo António; como foi e como, há cinco ou seis décadas passou a ser.
Na mais antiga vi a minha me ninice e juventude incipiente e, na outra, o resto do meu tempo de vida até hoje.

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Ah! o Monte do Cavalinho

Há raízes de que não conseguimos libertar-nos. Uma delas é a da antiguidade clássica. Essa, está-nos entranhada no sangue como saimel em arco de que representamos a chave contemporânea. E uma dessas suas componentes culturais, ainda que não identificável usualmente com as artes, é a da democracia ateniense. Nesse particular, nós cidadãos do presente e como escreveu o romântico François-René Auguste, mais ou menos, “sommes tous des grecs”.

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Juro

Dois momentosos assuntos são o tema para esta crónica e, evidentemente, para o juramento que, proferido, lhe dá o título;
Um, touradas
Dois, pedreira de Borba

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O ovo de Colombo

É conhecida a expressão, e o significado de, o ovo de Colombo; seja o subterfúgio da sua autoria, ou não e refira-se à viagem para o outro lado do Atlântico ou ao mais antigo projecto da cúpula do Duomo de Florença.

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