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O Pipo

““Vê-se o pequeno lavrador que desceu dos montes para banhar as suas enfermidades. Traz um lenço na cabeça, por baixo do chapéu, atado ao queixo, amplas chinelas de couro cru, longo capote de cabeções.”
Ramalho Ortigão. As praias de Portugal: Guia do banhista e do viajante. 1876.

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As exposições da Muralha

 
““(...)[falava] estoicamente de si próprio e dos outros com azedume. Tudo lhe desagradava. Não havia homem bem colocado que não fosse cretino ou canalha.”
Gustave Flaubert. A educação sentimental. 1869.
 
A Muralha, as­so­ciação de Guimarães para defesa do património tem hoje abertas ao público de forma gratuita duas exposições. Uma delas – Guimarães. Património. Registos. – patente na extensão do Museu de Alberto Sampaio, vai fechar no final desta semana e por isso quem não a viu poderá ainda visitá-la até sexta-feira. A outra exposição – Da Muralha – está disponível para visita no Guimaraeshopping, piso 1, durante os próximos meses e encontra-se integrada nas Festas Gualterianas de 2018.

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Euforia ilusória

Depois de um período de forte depressão económica iniciado em 2008 com o rebentamento da crise da bolha imobiliária nos Estados Unidos, que acabou por contagiar a banca europeia, sofreu Portugal as consequências de ser um país fortemente endividado, tendo o Estado e toda a economia nacional ficado à mercê dos mercados financeiros internacionais.

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Em modo funcionário

““(...)Não podias ficar nessa cadeira/onde passo o dia burocrático/o dia-a-dia da miséria/que sobe aos olhos vem às mãos/aos sorrisos/ao amor mal soletrado/à estupidez ao desespero sem boca/ao medo perfilado/à alegria sonâmbula à vírgula maníaca/do modo funcionário de viver.(...)”
Alexandre O’Neill. Um adeus português. 1958.

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A Vila das Taipas e a Turitermas

Poucas terão sido as vezes em que ao longo da minha colaboração com “O Comércio de Guimarães”, usei esta coluna de opinião para trazer algumas das quase cem intervenções escritas que no órgão municipal e a propósito de vários temas tive ocasião de desenvolver.

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Convicções

“Convicção é a crença de estar, em algum ponto do conhecimento, de posse da verdade absoluta. Esta crença pressupõe, então, que existam verdades absolutas (...).”
Friedrich Nietzshe. Humano, demasiado humano. 1878/1886.

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Reflexões que Guimarães tece

 
 
“... et de l’originalité du milieu indigéne préroman dont l’organisation sociale et la mentalité religieuse témoignaient d’un individualisme marqué.”
Alain Tranoy, La Galice Romain, pags. 13, Difusion de Boccard, Paris, 1981.

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Belchior

O Belchior, meu colega de curso, era um homem afabilíssimo, um magistrado de eleição e, sob uma aparência de timidez que lhe conferiam a estatura algo menos que meã, a anatomia levemente arredondada e uma expressão de permanente doçura, era dotado de um enorme sentido de humor e, sem que nunca mo tenha confessado, nem eu conheça a quem o tenha feito, teria uma enorme vocação para ator.

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L’UOMO VITRUVIANO”

Na evidência de que existe passado, às vezes há que revisitá-lo e realinharmo-nos no que de bom dele somos herdeiros; reganhar um sentido de pertença que fez de cada um de nós aquilo que somos no presente da história humana. E sentir que é continuando valores que os antecessores nos legaram na sua romagem milenar (nem sempre pacífica e muitas vezes carregada de escolhos, destruições catastróficas e retrocessos), defendendo-os e melhorando-os, que cumpriremos a missão da espécie.

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A Arte de ser Vimaranense

No passado dia 24 deste mês de junho, comemoraram-se 890 anos da Batalha de S. Mamede, cuja vitória inspirou a escolha dessa data para o dia do Município. Assim nós, vimaranenses, sem esquecermos o popular S. João, que no dia do pleito terá inspirado as já portucalenses hostes Afonsinas, à data fizemo-la nossa e batizamo-la, qual João Batista coletivo, de “O 24 de Junho”. Mais que uma data, simultaneamente um nome e um título.
É o dia de Guimarães mas é, igualmente, o dia do vimaranensismo.

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Reflexões que Guimarães tece

As comidas pesadas são de mais lenta e difícil digestão. Todos o sabem.
Por isso as modas, ao sabor das circunstâncias da vida, vão no sentido do aligeirar; num alar­gamento de atitude que se vai estendendo a to­dos os aspectos de um presente quotidiano em­borcado sofregamente. E na estonteante velo­cidade imprimida a essa corrida, de um modo assaz generalizado e cada vez mais banalizado, despreza-se o atentar mais ou menos aprofundado sobre o cenário em que aquela se desenrola e em que este, portanto e apenas, se mostra como de afirmação de uma presença demonstrativa dum afloramento de passagem; de como uma espécie de sequência de imagens para postal. A tanto nos conduziu um consumo desenfreado e cuja promoção, sem olhar a outras consequências, busca tão só a máxima rentabilidade económica: o deificado lucro.

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O TEMPORA! O MORES!

O título, que significa algo como “Que tempos! Que costumes!” é da autoria de Cícero, polifacetado intelectual romano nado e falecido nas proximidades do dia em que Cristo veio ao mundo, e visava a crítica dos costumes então modernos, que ele tinha por carregados de devassidão, falta de ética, de princípios e de honestidade.

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