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Assédio, léxico e papagaio

Anda a atualidade inundada por questões e reflexões atinentes a uma matéria sobremaneira sensível: o assédio sexual!
Felizmente que atos de assédio sexual estão já definidos como crime e como tal punidos por lei.
Normalmente quando se fala no assunto, o que de imediato vem à mente são aquelas situações em que o criminoso é masculino sendo feminina a vítima. Com razão, julgo, pois é assim que acontece na grande, enorme, maioria dos casos.

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Homenagem ao 25 de Abril

Comemora-se hoje, Quarta-feira, dia em que é publicado este número de “O Comércio de Guimarães”, o 44º aniversário do 25 de Abril, “A Revolução dos Cravos”, importante marco histórico do século XX que assinala o fim do regime político instaurado em Portugal por Oliveira Salazar no seguimento do movimento do 28 de Maio de 1926 que, comandado pelo Marechal Gomes da Costa a partir de Braga, pôs fim ao período negro da nossa história que se seguiu à implantação da República em 5 Outubro de 1910.

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Ter a mania

“Cada um de nós inevitável (...)/ Cada um de nós aqui tão divino como qualquer outro.”
Walt Withman. Folhas de ervas. 1855.
 
Maníaco é uma palavra terrível, diabólica direi mesmo. Já mania é uma palavra bonita, curta e elegante. No entanto o maníaco é, literalmente, aquele que tem a mania. Entre o adjetivo e o substantivo existe assim um fosso enorme de significado. Talvez à falta de um adjetivo intermédio e adequado os portugueses inventaram o “ter a mania” quando se referem a indivíduos vaidosos de uma qualquer característica pessoal. O armanso também serviria o propósito, mas nos meus dicionários não existe essa palavra, só mesmo no vocabulário popular nortenho. Em Guimarães certamente pois o armanso sobreviveu até hoje na nossa linguagem particular: o armanso é aquele que se está a armar (em bom).

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Governação Municipal

Em reunião de Câmara realizada na passada quinta-feira, a propósito de uma proposta de aquisição de serviços pelo município à empresa municipal VITRUS, direcionada, desta vez, para a urgente limpeza dos materiais combustíveis nas faixas de segurança contra incêndios, tive ocasião de fazer uma intervenção desenvolvida com base numa reflexão acerca de algumas das diferenças que nos distinguem no tocante à governação do município.

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Regra única, fundamentalismo e demagogia

Será ainda muito difícil objectivar a dramática tra­gédia humana dos incêndios que devastaram o País no ano passado. E por isso é muito cedo para, friamente e sem despertar emoções, se discorrer sobre as suas causas que, no entanto, algumas, têm uma acuidade muito visível. Sobretudo quando se desviam as atenções, e obrigações, para todos aqueles detentores de floresta que, sem terem sido afectados, poderão, potencialmente e numa generalização assaz discutível, estar em hipotéticas situações de os poderem provocar (não obstante serem os menos interessados na sua verificação, pelos prejuízos imediatos que daí lhes advirão).

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Contágio

As memórias são como as cerejas. Vê-se uma pessoa, um lugar ou uma coisa, ouve-se um som ou uma melodia, uma palavra ou uma frase, algo que seja captado pelos sentidos, e aí temos uma vertiginosa sucessão de lembranças encadeadas umas nas outras, que se fôssemos a relatá-las todas tal como nos aparecem no filme da memória e

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