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A Arte de ser Vimaranense

No passado dia 24 deste mês de junho, comemoraram-se 890 anos da Batalha de S. Mamede, cuja vitória inspirou a escolha dessa data para o dia do Município. Assim nós, vimaranenses, sem esquecermos o popular S. João, que no dia do pleito terá inspirado as já portucalenses hostes Afonsinas, à data fizemo-la nossa e batizamo-la, qual João Batista coletivo, de “O 24 de Junho”. Mais que uma data, simultaneamente um nome e um título.
É o dia de Guimarães mas é, igualmente, o dia do vimaranensismo.

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A Vila das Taipas e a Turitermas

Poucas terão sido as vezes em que ao longo da minha colaboração com “O Comércio de Guimarães”, usei esta coluna de opinião para trazer algumas das quase cem intervenções escritas que no órgão municipal e a propósito de vários temas tive ocasião de desenvolver.

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Convicções

“Convicção é a crença de estar, em algum ponto do conhecimento, de posse da verdade absoluta. Esta crença pressupõe, então, que existam verdades absolutas (...).”
Friedrich Nietzshe. Humano, demasiado humano. 1878/1886.

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Princípios e Valores

A par de uma série de acontecimentos preocupantes ocorridos recentemente na cena internacional, sobretudo em Israel, fomos acometidos no panorama nacional, praticamente ao longo de toda a passada semana, por sucessivos e tristes acontecimentos que atingiram de modo especial um dos maiores e mais prestigiados clubes do futebol português, o Sporting Clube de Portugal e, de um modo geral, todo o futebol e todo o desporto nacional.

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Os penetras

“Quando a caravana se pôs em marcha, segui-a até à estrada. (...) Não é todos os dias que aparece nas nossas vidas um elefante.” 

José Saramago. A viagem do elefante. 2008.

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Homenagem ao 25 de Abril

Comemora-se hoje, Quarta-feira, dia em que é publicado este número de “O Comércio de Guimarães”, o 44º aniversário do 25 de Abril, “A Revolução dos Cravos”, importante marco histórico do século XX que assinala o fim do regime político instaurado em Portugal por Oliveira Salazar no seguimento do movimento do 28 de Maio de 1926 que, comandado pelo Marechal Gomes da Costa a partir de Braga, pôs fim ao período negro da nossa história que se seguiu à implantação da República em 5 Outubro de 1910.

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Ter a mania

“Cada um de nós inevitável (...)/ Cada um de nós aqui tão divino como qualquer outro.”
Walt Withman. Folhas de ervas. 1855.
 
Maníaco é uma palavra terrível, diabólica direi mesmo. Já mania é uma palavra bonita, curta e elegante. No entanto o maníaco é, literalmente, aquele que tem a mania. Entre o adjetivo e o substantivo existe assim um fosso enorme de significado. Talvez à falta de um adjetivo intermédio e adequado os portugueses inventaram o “ter a mania” quando se referem a indivíduos vaidosos de uma qualquer característica pessoal. O armanso também serviria o propósito, mas nos meus dicionários não existe essa palavra, só mesmo no vocabulário popular nortenho. Em Guimarães certamente pois o armanso sobreviveu até hoje na nossa linguagem particular: o armanso é aquele que se está a armar (em bom).

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Reflexões que Guimarães tece

As comidas pesadas são de mais lenta e difícil digestão. Todos o sabem.
Por isso as modas, ao sabor das circunstâncias da vida, vão no sentido do aligeirar; num alar­gamento de atitude que se vai estendendo a to­dos os aspectos de um presente quotidiano em­borcado sofregamente. E na estonteante velo­cidade imprimida a essa corrida, de um modo assaz generalizado e cada vez mais banalizado, despreza-se o atentar mais ou menos aprofundado sobre o cenário em que aquela se desenrola e em que este, portanto e apenas, se mostra como de afirmação de uma presença demonstrativa dum afloramento de passagem; de como uma espécie de sequência de imagens para postal. A tanto nos conduziu um consumo desenfreado e cuja promoção, sem olhar a outras consequências, busca tão só a máxima rentabilidade económica: o deificado lucro.

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O TEMPORA! O MORES!

O título, que significa algo como “Que tempos! Que costumes!” é da autoria de Cícero, polifacetado intelectual romano nado e falecido nas proximidades do dia em que Cristo veio ao mundo, e visava a crítica dos costumes então modernos, que ele tinha por carregados de devassidão, falta de ética, de princípios e de honestidade.

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Virá aí o completar a circular, ou... ?

Sobre descentralizar, desconcentrar e deslo­calizar muito se tem palrado nestes derradeiros tempos. E sobre tais temas até uma que outra voz magister dixit têm vindo à baila, num como que acerto de posições opinativas que tem um certo travo saudosista. Até porque, quanto ao órgão de poder local constitucionalmente consagrado de  região, o silêncio tem sido, no mínimo, quase total e não obstante estas serem um “ ... instrumento fundamental de consolidação do sistema democrático, ...” pela legitimidade que trariam às decisões sobre “ ... interesses próprios das respectivas populações ...” nelas representadas. Ao mesmo tempo que acrescentariam uma natural maior capacidade de transparência nas deliberações e, igualmente, de isenção delas a influências centralizadas.
Mas adiante, que o gado é mosqueiro.

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Assédio, léxico e papagaio

Anda a atualidade inundada por questões e reflexões atinentes a uma matéria sobremaneira sensível: o assédio sexual!
Felizmente que atos de assédio sexual estão já definidos como crime e como tal punidos por lei.
Normalmente quando se fala no assunto, o que de imediato vem à mente são aquelas situações em que o criminoso é masculino sendo feminina a vítima. Com razão, julgo, pois é assim que acontece na grande, enorme, maioria dos casos.

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Regra única, fundamentalismo e demagogia

Será ainda muito difícil objectivar a dramática tra­gédia humana dos incêndios que devastaram o País no ano passado. E por isso é muito cedo para, friamente e sem despertar emoções, se discorrer sobre as suas causas que, no entanto, algumas, têm uma acuidade muito visível. Sobretudo quando se desviam as atenções, e obrigações, para todos aqueles detentores de floresta que, sem terem sido afectados, poderão, potencialmente e numa generalização assaz discutível, estar em hipotéticas situações de os poderem provocar (não obstante serem os menos interessados na sua verificação, pelos prejuízos imediatos que daí lhes advirão).

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Contágio

As memórias são como as cerejas. Vê-se uma pessoa, um lugar ou uma coisa, ouve-se um som ou uma melodia, uma palavra ou uma frase, algo que seja captado pelos sentidos, e aí temos uma vertiginosa sucessão de lembranças encadeadas umas nas outras, que se fôssemos a relatá-las todas tal como nos aparecem no filme da memória e

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