PSD diz que tinha razão no processo de compra de terrenos para a Cidade Desportiva de Guimarães


O PSD diz que tinha razão. É desta forma que a Comissão Política dos social democratas de Guimarães comenta o fim do processo judicial motivado pela compra de terrenos para a construção da Cidade Desportiva.
Em conferência de imprensa realizada esta segunda-feira, com a presença dos líderes concelhios do PSD dos últimos 17 anos, o Presidente da Comissão Política, Bruno Fernandes, sublinhou que o valor estabelecido pelo Tribunal para os terrenos que a Câmara comprou para executar o projecto da Cidade Desportiva, confirmam o que sempre disse o PSD.

O PSD lembra que a Câmara pretendia trocar terrenos da Quinta do Outeiro que valiam mais de três milhões de euros por terrenos agrícolas que valiam cerca de um milhão de euros, valor agora validado pelo Tribunal. Um negócio que, por isso, a ser feito seria "ruinoso e um condenável acto de má gestão dos dinheiros públicos", como disse o líder do PSD.
Bruno Fernandes considera que o PSD, com a sua posição manifestada desde o início do processo, defendeu os interesses e os cofres do Município.
"O PSD cumpriu a sua missão, defendendo os interesses dos vimaranenses, fiscalizando a actividade de quem exerce o poder", referiu, recordando "anos de intensa discussão, quer política quer judicial, mas a verdade imperou, fez-se justiça num processo que deve agora envergonhar quem nele insistiu não vendo que estava a prejudicar a instituição que devia defender".

Actor principal deste processo foi o antigo vereador do PSD, Roriz Mendes que não poupou críticas ao então Presidente da Câmara António Magalhães.
"Esta decisão judicial do Tribunal da Relação que coloca um ponto final neste processo, devia fazer corar de vergonha o então Presidente da Câmara, António Magalhães, que deveria pedir desculpa aos vimaranense pelo negócio que tentou fazer, muitas vezes apoucando os actores políticos e outros que se manifestaram contra. Esta decisão deveria fazer corar de vergonha também o então Presidente da Assembleia Municipal, assessores e avaliadores técnicos da Câmara", afirmou.
"Com a nossa oposição e a nossa denúncia, terminamos um ciclo de trocas e permutas, viabildiades de construção, amiguismos, facilitismos e informação privilegiada que estava no cerne de todos os negócios que a Autarquia desenvolvia", acrescentou.  

O negócio esteve para ser consumado através de uma permuta que "foi recusada pelo privado três meses antes do Ministério Público considerar que se essa permuta a ser feita configuraria crime de participação em negócio", como recordou André Coelho Lima

O antigo líder do PSD, Rui Vítor Costa, lembrou que nesta "história longa e com final feliz, o PSD esteve sempre sozinho. Os outros partidos ficaram sempre de fora".

Marcações: PSD , Cidade Desportiva, Quinta do Outeiro

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