Plano e Orçamento para 2002 aprovados pela maioria

Sem grandes novidades, apenas a maioria socialista aprovou o plano plurianual de investimentos e orçamento da Câmara Municipal de Guimarães, Zona de Turismo e Serviços Municipalizados de Água e Saneamento para 2002. A Oposição votou contra, por considerar que o documento não traz nada de novo. Pelo contrário, continua a ser um plano e orçamento para a Cidade, em detrimento das vilas e freguesias rurais do Concelho. O PSD diz mesmo que os idosos, o ensino, a indústria e o turismo são esquecidos. A CDU considera que é um plano e orçamento do Estádio D. Afonso Henriques. Rui Vítor Costa, do PSD, até concorda que uma das prioridades da Câmara seja o Euro 2004. O que não pode é esquecer o resto do Concelho que o PS "vai continuar a esquecer" com o plano e orçamento aprovados. A situação dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento, a atribuição de subsídios e o turismo são outras das preocupações do PSD por força dos documentos apovados na reunião desta quinta-feira. A CDU mostra-se discordante quanto à filosofia do PS. Salgado Almeida diz mesmo que os socialistas mantêm os pecados dos últimos anos, ao não apostar nas questões sociais. São por isso documentos pouco inovadores relativamente às necessidades e desafios colocados pelo desenvolvimento de Guimarães. Para o Vereador da CDU a maioria socialista "aprovou o plano e o orçamento do Estádio D. Afonso Henriques" numa alusão aos 17,5 milhões de euros consagrados para as obras do Euro 2004, consumindo a maior parte do orçamento para este ano. O PS faz, naturalmente, não concorda com as críticas da oposição. De facto, há uma aposta no Euro 2004, assim como há na área desportiva em geral, mas também na cultura e na juventude, onde vai ser gasta parte significativa dos 22 milhões de contos do orçamento para 2002. Em relação ao investimento no Estádio Afonso Henriques que cataliza a maior parte do investimento do presente plano, a Câmara vai contrair um empréstimo de 15 milhões de euros que, de acordo com a lei, não contará para a capacidade de endividamento do município e que será amortizado em vinte anos com juro bonificado. Salgado Almeida contestou, por considerar que há quem seja prejudicado com este investimento. Uma opinião compreensível para António Magalhães. No dia em que foi votado o Plano e Orçamento para 2002, a palavra de ordem é 'apertar a malha'. O tempo é de crise, pelo que a distribuição dos subsídios será mais ponderada pela maioria socialista. Na reunião do Executivo Municipal foi votada uma proposta que designa os membros do Conselho de Administração dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento em liquidação. António Magalhães assumirá a presidência. Os vereadores António Castro e Armindo Costa e Silva serão vogais.

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