Director do HSO poderá não ficar até final do mandato

O futuro estatuto de gestão do Hospital Senhora da Oliveira vai decidir a continuidade, ou não, de Estêvão Lafuente no cargo de director. Quando foi convidado para assumir o lugar de chefia, a proposta consagrava o projecto de empresarialização. Foi, por isso, que aceitou e será mediante essa aposta que permanecerá. Caso contrário poderá não ficar até final do mandato. Estêvão Lafuente está há um ano na direcção do Hospital Senhora da Oliveira. Na hora de um primeiro balanço, fala num trabalho positivo, com "coisas" que não agradam. O estatuto jurídico da unidade hospitalar é o calcanhar de aquiles desta direcção. Por isso, a solução ideal passa pela empresarialização. "O Hospital passava para o estatuto de empresa pública de Estado. Não queremos a privatização, mas manter um regime de empresa, criando um modelo idêntico ao do IPE - Investimentos e Participações Empresariais". Estêvão Lafuente não tem dúvidas de que é a única forma viável para a unidade hospitalar vimaranense, tal como acontece com os hospitais da Vila da Feira, do Barlavento Algarvio e do Vale do Sousa. Para que isto aconteça, o primeiro passo terá que ser dado pelo Ministério da Saúde. O Director vimaranense está esperançado, até porque o actual titular da pasta da saúde mostrou abertura à proposta-candidatura apresentada pelo HSO. "Neste momento, temos um governo de gestão, pelo que não sei qual será a decisão final. Mas, penso que esta é uma questão apartidária".
Ainda este mês, a direcção hospitalar vai iniciar, em parceria com uma entidade privada, um estudo que vai decidir se há viabilidade económica e técnica para avançar com o novo estatuto hospitalar. O estudo terá a duração de quatro meses, pelo que só a partir de Junho o HSO poderá passar para o estatuto de empresa pública de estado.

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