Presidente da Câmara compreende posição da Refer ao não apostar na via dupla

É a reacção do Presidente da Câmara Municipal às declarações dos responsáveis da ACIG que, recentemente, vieram a público manifestar o seu protesto por verificar que a Refer ia apenas alargar a via férrea e não duplicar a linha em Guimarães. António Magalhães diz que o lamento é tardio. E explica que as instituições fazem apenas o que podem. "Lamento tudo o que a gente não possa fazer para trazer o melhor para Guimarães. Mas, temos que ser contidos". É assim que o Autarca vimaranense comenta as declarações descontentes dos responsáveis da Associação Comercial e Industrial de Guimarães. Para a ACIG, Guimarães foi uma vez mais "preterida e relegada" para segundo plano, uma vez que o mero alargamento da via férrea "não vai trazer alterações significativas no que concerne ao rápido e eficaz" escoamento de mercadorias, essencial para a indústria concelhia e que "vem sendo descurado pelo poder central". Assim, a ACIG considerava que somente a via dupla seria capaz de colmatar "as nossas lacunas de
acessibilidades ferroviárias".
António Magalhães até compreende esta preocupação, mas não deixa de sublinhar que "o assunto foi tantas vezes discutido" que, agora que a obra já foi adjudicada, é tarde para lamentações. De resto, o Edil sublinha a importância desta obra com o tempo que o percurso Guimarães - Porto vai passar a demorar: de duas horas passa para 59 minutos. "As instituições não fazem as coisas porque não querem, mas sim porque não têm meios" concluiu.

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