Vimaranense ganhou 10 mil euros na Raspadinha, mas Santa Casa recusou pagamento do prémio

A apostadora vimaranense contemplada com 10 mil euros na Raspadinha, na semana passada, não recebeu o valor do prémio. O Departamento de Jogos da Santa Casa não aceitou o boletim e não pagou a quantia correspondente, alegando que o boletim estava danificado. Maria Silva gastou três euros pelo boletim da Raspadinha «Moedas da Sorte», no Quiosque Cuca, situado Largo Bernardo Valentim Moreira de Sá, em Guimarães. 

No dia 14 de Fevereiro, Dia dos Namorados, a feliz contemplada evidenciou o contentamento com o boletim premiado. Porém, no dia seguinte, quando se dirigiu aos serviços do Departamento de Jogos, no Porto, para reclamar o valor e pagar o respectivo imposto ao Estado, Maria Silva foi confrontada com a recusa do pagamento. "O bilhete tem um ligeiro rasgo, uma ranhura pequena que mal se percebe, mas a funcionária disse que estava danificado e não pagava o prémio", afirmou a apostadora, lamentando o critério que, a custo, teve de aceitar..

Efectivamente, o referido boletim apresenta um ligeiro rasgo lateral. "Não sei como é que foi feito, deve ter sido com o nervosismo ao retirar a Raspadinha da carteira. Todas as áreas correspondentes aos códigos estão intactas, todos os números correspondentes ao prémio legíveis", refere, enquanto mostra o boletim contemplado.

Maria Silva está desempregada e o dinheiro da Raspadinha daria uma folga ao seu orçamento familiar. "Estão em causa oito mil euros do prémio, já que dois mil seriam destinados a pagar o respectivo imposto ao Estado. Não sou só eu a perder!", reparou, inconformada com a "forma como são tratados os apostadores".

O Grupo Santiago confrontou o Departamento de Jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa com a recusa do pagamento feita à apostadora de Guimarães . A Instituição confirmou que não procedeu ao pagamento do prémio, "decorrente do facto de o bilhete em causa se encontrar danificado e não reunir os requisitos previstos na Portaria n.º 148/2013 de 12 de Abril. Entretanto, o Departamento de Jogos informou a apostadora de que poderia expor o seu caso ao Júri de Reclamações, a quem compete apreciar e decidir os processos relativos ao pagamento de prémios atribuídos no âmbito dos Jogos Sociais do Estado".

 

 

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