Presidente da Câmara de Guimarães mostra-se preocupado com a situação "difícil" da ACIG

O Presidente da Câmara de Guimarães, Domingos Bragança, revelou-se surpreendido com a dimensão da dívida da Associação Comercial e Industrial de Guimarães (ACIG). Com uma dívida superior a três milhões de euros e com um Processo Especial de Revitalização a decorrer no Tribunal de Guimarães, a ACIG defronta-se com graves problemas de tesouraria que explicam salários em atraso aos seus funcionários desde Fevereiro.

O autarca adiantou, em declarações aos jornalistas no final da reunião do executivo, que não contava com um valor tão "elevado", afirmando que a direcção da Associação vimaranense terá de encontrar "soluções credíveis". "Esta direcção tem de ser muito credível para encontrar soluções para o que está em dívida, mas mesmo assim pode não chegar. Os credores e outros parceiros têm de acreditar nessas soluções, mas o meu desejo é que seja possível resolver esta situação", disse o edil.

Após uma reunião com o responsável da ACIG, o autarca inteirou-se de uma situação "muito difícil". Domingos Bragança explicou ainda que a Câmara não pode dar apoio em situações de insolvência. "A Câmara só pode fazer parcerias de desenvolvimento para futuras iniciativas, no sentido de desenvolver um programa de actividade em parceria que provoque alguma receita e por essa via resolver problemas que tenha de sustentabilidade. No entanto, a Câmara não tem enquadramento legal para resolver dívidas", frisou Domingos Bragança, acrescentando terá de ser encontrado um "plano de viabilização de 20 ou 30 anos para pagamento da dívida". 

A ACIG pode fechar portas no final deste mês. Este é um cenário assumido pelo Presidente da instituição após uma assembleia geral extraordinária realizada que não permitiu encontrar soluções para resolver os problemas financeiros com que se debate.

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