Covid-19: Agentes económicos de Guimarães preocupados com o presente mas querem vencer o futuro

Na reunião do Conselho Consultivo do Presidente da Câmara de Guimarães para a Economia, os empresários e comerciantes manifestaram grande preocupação pelas dificuldades do presente e incerteza quanto ao futuro numa altura em que vivemos em pandemia.
No final da reunião que durou quase cinco horas, o ex-Reitor da Universidade do Minho, António Cunha, que preside ao Gabinete de Crise criado pelo Presidente da Câmara, deu conta das principais queixas apresentadas pelos agentes económicos.
"O que foi expresso na reunião foi uma grande preocupação pelo tempo presente e futuro, nomeadamente com as dificuldades financeiras e de tesouraria. Foi também reclamada maior celeridade de processos para além de um conjunto alargado de questões algumas das quais poderão ser equacionadas em termos locais mas outras seguramente que terão de ter resposta ao nível do poder central".
As diversas intervenções na reunião evidenciaram a necessidade de apoios aos vários sectores da economia e que exigem respostas de curto e médio prazo.
Para lá da preocupação generalizada, foram evidenciadas "diferentes expressões e especificidades" que exigem respostas que terão de ser enquadradas num planeamento que vai ser elaborado.
Em plena crise sanitária é importante impedir que a economia pare. Uma necessidade que se tem revelado difícil na relação entre as autoridades de saúde e os agentes económicos. António Cunha considera fundamental "melhorar a qualidade da comunicação" para evitar, por exemplo como aconteceu na Têxteis JF Almeida que uma empresa com várias unidades tenha que encerrar apenas porque há um trabalhador infectado com Covid-19.
"Estamos a viver uma situação em que o "equilíbrio é difícil" e onde haverá alguma "falta de sensibilidade" mas com certeza de que "as autoridades sanitárias estarão a trabalhar sob grande pressão".
A este propósito, na reunião, o Presidente da Câmara prometeu diligenciar junto das entidades competentes por forma a evitar que se repitam situações como as que se verificaram na Têxteis JF Almeida.
Para António Cunha a sociedade actual vive perante um grande desafio que exige uma aposta forte no diálogo que permita criar as melhores condições para ultrapassar o momento actual mas também a recessão que se adivinha após a pandemia. E para António Cunha é certo que o pós Covid-19 vai "acelerar a revolução digital" pelo que importa começar a preparar esse novo futuro. E com esse horizonte os industriais e empresários deixaram a certeza de que apesar das dificuldades estão determinados a continuar a trabalhar para "ganhar a batalha pelo futuro".

Marcações: António Cunha , covid-19, Conselho Consultivo para a Economia

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