Penas suspensas por crimes de extorsão e roubo a Assessor da Câmara de Guimarães

O Tribunal Judicial de Guimarães condenou, esta quarta-feira, duas mulheres a penas de prisão suspensas pela prática dos crimes de extorsão, roubo e foto ilícita.
Os factos remontam a 2016 e envolveu um assessor do Presidente da Câmara Municipal de Guimarães.
A vítima foi aliciada por uma arguida para actos sexuais que seriam registados em fotografia. Na posse das fotos a mulher e mais dois arguidos - um homem e uma mulher, chantagearam a vítima que chegou a entregar quantias em dinheiro com receio de que a sua intimidade fosse exposta na praça pública.

A principal arguida foi condenada a pena de prisão de quatro anos, suspensa por igual período de tempo pelos crimes de extorsão consumada, extorsão agravada na forma tentada, fotografia ilícita e crime de roubo na forma tentada.
Uma segunda arguida foi condenada a uma pena suspensa de um ano e três meses de prisão, pelos crimes em co-autoria de roubo na forma tentada e extorsão agravada na forma tentada.
As duas arguidas, ficam sujeitas a regime de prova e acompanhamento pelos serviços de reinserção da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais.
Um terceiro arguido que nunca compareceu às audiências de julgamento, foi condenado a dois anos de prisão pelos crimes em co-autoria de roubo na forma tentada e extorsão agravada na forma tentada.
Dois outros arguidos que também nunca compareceram nas sessões de julgamento, foram absolvidos dos crimes de que estavam acusados.

Por decisão do Tribunal, a vítima vai ser indemnizada pelas arguidas num total de cerca de sete mil euros.


Marcações: mulheres, roubo, extorsão, assessor , Tribunal

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