Médicos do Hospital de Guimarães fazem parte da equipa que venceu Prémio Santa Casa Neurociências 2018


A fisiatra Maria João Azevedo e o neurologista Miguel Gago, médicos do Hospital da Senhora da Oliveira Guimarães, são co-investigadores do Projecto «Thertact-Exo: A brain controlled exoskeleton for spinal cord regeneration» que foi galardoado com o prémio Melo e Castro 2018, recebendo 200 mil euros.
O projecto investigou o uso de exoesqueletos na recuperação de pessoas com lesões vertebro-medulares.
A equipa de investigação envolve várias entidades, sendo a principal a Universidade da Universidade do Minho, com a liderança de Nuno Sousa, investigador principal, tendo por parceiros o ICVS, o Centro de Matemática e Engenharia Eletrónica, o Hospital da Senhora da Oliveira Guimarães, o Hospital de Braga, a Universidade Católica e o Instituto Internacional de Neurociências de Edmond and Lily Safra, no Brasil.

O projecto vencedor, em português «um exeloesqueleto controlado pelo cérebro para a reabilitação da medula espinal», pauta-se pela interdisciplinaridade entre várias áreas do conhecimento, desde a Medicina, passando pela Neurofisiologia, pela Biologia e Bioquímica, pela Engenharia Electrónica até à Arte Musical.
"O nosso objectivo é desenvolver um exoesqueleto na reabilitação do doente com lesão medular, tendo não só em consideração o sistema motor e extra-piramidal envolvido no controlo postural e locomoção, mas também toda a integração multissensorial essencial no processo de neuro navegação, como são os mapas sensorio-motores baseados em informação táctil, térmica, visual e mesmo auditiva", refere a propósito Miguel Gago.

O projecto descreve que o movimento humano é um processo de percepção-acção, de memórias implícitas e expectativas de movimento futuro, não dissociado deste todo sensorial, que, quando enriquecido com vários sistemas de interface, de feedback e de realidade virtual aumentada visual e auditiva, permitirá não só dar uma melhor qualidade de vida ao doente com lesão medular, mas também potencialmente providenciar uma adicional recuperação neurológica medular.

Marcações: Prémio Santa Casa Neurociências 2018

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