VÍDEO: Esfaqueado no pescoço devido a desavenças antigas

Pedro Simões tem 27 anos. Rui Pedro Libório tem 77 anos. Até ao último domingo, partilhavam a mesma casa situada num acesso transversal da Rua Comandante João de Paiva Faria Leite Brandão, na zona de Covas, em Polvoreira. O mais novo alega ter sido esfaqueado no pescoço enquanto dormia pelo homem que considera ser um "avô emprestado". O mais velho garante que reagiu às constantes provocações do "neto" da mulher com quem casou e se divorciou nos idos anos da Guerra Colonial, mas com quem se reconciliou após enviuvar.

Mas, o que aconteceu no passado domingo no interior da casa onde residiam? Os Bombeiros Voluntários de Guimarães foram alertados às 11h11, com os meios de socorro necessários para acudirem ao jovem de 27 anos, atingido com uma facada no pescoço, e ao septuagenário que apresentava escoriações. Os dois foram assistidos no Hospital Senhora da Oliveira e tiveram alta, tendo sido notificados pela PSP de Guimarães para se dirigirem ao Gabinete Médico-legal de Guimarães, sendo o caso participado ao Ministério Público que conduzirá a respectiva investigação.

Ouvido por nós, Pedro Simões que regressou à casa onde ocorreram as agressões afirmou: "estava a dormir e acordei sobressaltado já com uma facada no pescoço, cheio de sangue", apontando para o pescoço onde os ferimentos estavam ocultos por uma espessa ligadura.
"Só reagi para me defender como pude, porque ele tinha uma faca de cozinha. Chamei o 112 e a Polícia", continuou, ao explicar, a forma como foi surpreendido pelo acto violento do homem de 77 anos, companheiro da avó há cerca de 15 anos.

O septuagenário após a alta hospitalar está a ser acompanhado pela Rede Local de Intervenção Social, encontrando-se instalado numa residencial, na cidade de Guimarães. Referindo-se aos acontecimentos de domingo, Rui Pedro Libório, visivelmente fragilizado, recordou: "levantei-me para ir à casa de banho e passei junto ao local onde ele estava e as palavras com que me beneficiou foram: 'onde é que vais filho da p...' e como ele tem sempre uma faca escondida no armário... Eu peguei na faca e disse-lhe: "oh! torna a chamar filho da p..."! E depois deu-me muros e pontapés. Foi uma coisa disparatada".

Ambos assumem a existência de divergências. Pedro Simões revelou que "a situação piorou porque ele ingeria bastante álcool e juntamente com os comprimidos que tem de tomar para a cabeça... Ele ficava descontrolado!", dando conta que há cerca de mês já tinha sido agredido. "Deu-me uma marretada e fiquei magoado na cabeça", disse, precisando que apresentou queixa do crime, embora posteriormente a tivesse retirado.

Ao ser confrontado com a informação, Rui Pedro Libório enumerou várias desavenças e ameaças que não chegaram à formalização de queixa junto das autoridades. "A avó adora-o, faz-lhe todas as vontades... E eu tenho aguentado", indicou, assegurando que "há cinco anos que não toca no álcool e que o único vício que tem é o consumo de tabaco".

Noticía completa na edição desta semana d'O Comércio de Guimarães


Marcações: Polvoreira, esfaqueamento, Covas

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