BE defende plano de emergência para o sector têxtil

O Bloco de Esquerda defende a implementação de um plano de emergência para o sector têxtil. Opinião manifestada em conferência de imprensa realizada em Braga por Pedro Soares, deputado na Assembleia da República eleito pelo círculo eleitoral de Braga, Sónia Ribeiro, deputada na Assembleia Municipal de Guimarães, e Ana Rute Marcelino, candidata do Bloco ao Parlamento Europeu.
Pedro Soares afirma que a situação no sector é “preocupante”, tendo em conta que o Grupo Inditex está a “deslocalizar a produção para mercados com mão de obra mais barata, com a Tunísia, Turquia e Marrocos”, colocando em causa a viabilidade de “muitas pequenas empresas" em Guimarães, Fafe, Vizela e Póvoa de Lanhoso, mas também em Barcelos, Braga e Vila Verde. No entender do deputado bloquista, o objectivo da decisão da Inditex é “pressionar as empresas portuguesas a diminuir os custos do trabalho”, provocando “problemas económicos e sociais graves na região”.

O dirigente bloquista denuncia ainda a política de apoio às empresas que “atribuem financiamento no âmbito do Portugal2020, mas que não é feita qualquer exigência em termos da manutenção dos postos de trabalho”. Por isso, Pedro Soares defende “políticas públicas que permitam a alteração da economia local, através da modernização da produção”, bem como um plano de emergência para o setor.
“Levaremos ao Parlamento propostas concretas que permitam a continuidade da laboração em tempos de interrupção da produção, através da formação dos gestores e dos trabalhadores, um plano alargado de regularização de dívidas e uma linha de crédito para atender a situação de emergência”, acrescentou.
Sónia Ribeiro refere que esta situação “afecta na maioria mulheres, que são a camada da população mais vulnerável à pobreza” e deu alguns exemplos como a “Fermir que suspendeu a produção com 8 a 12 micro empresas, com 5/6 trabalhadoras cada” e a “Polipique que reduziu a produção em 80%”.

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