Covid-19: ARS Norte reconhece boa prática clínica do Hospital de Guimarães

A Administração Regional de Saúde do Norte considera que o Hospital da Senhora da Oliveira "aproveitou, de forma diligente, a capacidade, conhecimento e experiência instaladas em ventilação não invasiva, de médicos de outras especialidades médicas do Hospital, para
estabelecer uma estrutura integrada e diferenciada de tratamento dos pacientes com Covid-19 mais graves".

Esta é uma das boas práticas que aquela entidade regional reconhece à unidade hospitalar de Guimarães no âmbito da gestão da pandemia e face à progressão da incidência da doençaque resultou num progressivo esgotamento dos recursos de camas de Nível III (Cuidados Intensivos) para suportar pacientes com necessidade de ventilação mecânica.

Nesse contexto, o Hospital de Guimarães, "estabeleceu uma estrutura de tratamento destes pacientes mais graves e complexos, num sistema de vasos comunicantes, sob Coordenação do Serviço de Medicina Interna. Essa estrutura inclui dois níveis de cuidados diferenciados onde os pacientes são alocados de acordo com a sua severidade: uma Enfermaria Avançada de 14 camas, dentro do Serviço de Medicina Interna para todos os pacientes que estão a necessitar de quantidades elevadas de oxigénio, ou que iniciam Ventilação Não Invasiva (VNI), mantendo assim a sua capacidade de oxigenação preservada e estabilidade após o início destes tratamentos".

Uma Unidade Intermédia Covid de oito camas (situada no piso 2, entre o Serviço de Urgência e a Unidade de Cuidados Intensivos), articula-se com a Enfermaria Avançada, o Serviço de Urgência e com a Unidade de Cuidados Intensivos. É coordenada pelo Serviço de Medicina Interna, contando com apoio de três médicos de Pneumologia e onde são colocados os pacientes que apesar das medidas instituídas, registam progressão da sua insuficiência respiratória ou que apresentam instabilidade clínica com potencial rápido de progressão para a necessidade de ventilação mecânica.
Tendo iniciado o seu funcionamento após o início da segunda onda pandémica em Outubro de 2020, registaram-se longos períodos (em especial nos meses de Novembro e Dezembro) em que toda a capacidade articulada estava com utilização máxima. Numa análise preliminar feita dos primeiros 110 doentes que foram alocados à Unidade Intermédia Covid, concluiu-se que 10% dos pacientes faleceram, 17% tiveram necessidade de ser admitidos nos cuidados intensivos - isto é, 70% dos pacientes com manifestações de gravidade extrema de Covid-19 evitaram de progredir para ventilação mecânica em cuidados intensivos.

A existência desta estrutura no Hospital de Senhora da Oliveira, com capacidade limitada de camas para ventilação mecânica e de profissionais de saúde que permitam alargar significativamente este tipo de camas, permitiu tratar melhor os pacientes, evitar a progressão para ventilação mecânica e, ao mesmo tempo, manter a disponibilidade de camas de cuidados intensivos para aqueles que de outra forma não sobreviveriam - evitando a lotação total dos cuidados intensivos e, consequentemente, a necessidade de decisões ética e emocionalmente penosas para os médicos e prejudiciais para os pacientes, refere a ARS do Norte.

Marcações: ARS Norte, Hospital de Guimarães, boa prática clínica

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