Covid-19: Testagem de idosos em lares «aqueceu» reunião do Executivo Municipal de Guimarães

O PSD considerou "inadmissível e inaceitável" que os utentes de lares de Guimarães não estejam a realizar testes de despistagem ao Covid-19.
Bruno Fernandes que falava na reunião do Executivo Municipal realizada esta quinta-feira, por vídeoconferência, lamentou que a Câmara de Guimarães não siga o exemplo de outros concelhos e promova esse trabalho na salvaguarda de um grupo de risco como são os idosos e os profissionais dos lares.

"Como sabemos os idosos são um grupo de risco e não compreendemos como é que não estão a ser realizados testes de despistagem nos lares de idosos de Guimarães. A Câmara diz que não há testes mas há concelhos que estão a realizar esses testes", afirmou Bruno Fernandes.

O Presidente da Câmara reagiu para deixar claro que a "prioridade" para o Município são os idosos. Domingos Bragança lembrou que existe um plano para testagem de todos os idosos e profissionais dos lares do Concelho, sublinhando que não é por falta de disponibilidade financeira da Câmara que essa testagem não é feita, mas porque não há material para realizar esse trabalho.
"Desde a primeira hora que os utentes dos lares e os seus profissionais são uma prioridade e o que a Câmara deixou bem claro às entidades de saúde é que não seria nunca por limitação financeira que essa testagem não deixaria de ser feita", realçou, sublinhando que a falta de material e de testes não é um problema de Guimarães, mas de todos os concelhos, do País e do Mundo que se vê a braços com a pandemia.

"Nunca será por imitação financeira que essa testagem deixará de ser feita", reiterou lembrando o empenho do Município na instalação da Unidade de Rastreio junto ao Pavilhão Multiusos.

De acordo com informação divulgada na reunião pela Vereadora Adelina Pinto, até ao momento apenas foram realizados testes aos utentes e funcionários do Lar de S. Francisco.

Ainda na reunião, o Presidente da Câmara disse que o funcionamento do hospital de rectaguarda depende da disponibilização de profissionais de saúde por parte do Ministério da tutela.
Domingos Bragança disse que esse hospital de rectaguarda foi solicitado pelos responsáveis hospitalares como forma de aumentar a capacidade de resposta do Hospital no combate ao Covid-19.

De acordo com as necessidades esse hospital será no pavilhão Multiusos e não em unidades hoteleira, conforme opinião dos responsáveis clínicos, tendo já o Município assegurado apoio do Exército e da Protecção Civil nacional para a sua instalação que, a ser necessário, será alargado às instalações da Academia de Ginástica. Domingos Bragança diz que falta apenas o Ministério da Saúde assegurar os profissionais de saúde necessários para o funcionamento do Hospital de rectaguarda.


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